PGR faz reunião com gabinete de crise para frear avanço de manifestações pelo Brasil

Assessores de Aras dizem que gabinete deve acompanhar com mais precisão os financiadores e apoiadores dos atos

Redação ND Brasília

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, presidiu na manhã desta segunda-feira (21) uma reunião com o gabinete de crise do MPF (Ministério Público Federal) para discutir as manifestações políticas que se espalham pelo país.

Procurador-geral da República, Augusto Aras mapeou protestos e debateu estratégias para contê-los – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDProcurador-geral da República, Augusto Aras mapeou protestos e debateu estratégias para contê-los – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Em um monitoramento já realizado pelo MPF, consta o aumento de protestos, de líderes e de organizadores das manifestações que, em sua maioria, questionam o resultado da eleição que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os movimentos realizados tanto nas ruas, quanto nas redes sociais também criticam as instituições brasileiras, pedem intervenção militar e demonstram apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O gabinete de crise foi criado em 2021 com o objetivo de acompanhar as manifestações às vésperas do feriado de 7 de Setembro, que reuniu milhares de pessoas em Brasília.

Na reunião, Aras conversou com integrantes do MPF em alguns estados e com o Ministério Público desses estados onde as manifestações têm sido mais frequentes, como Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará.

A reunião foi fechada à imprensa, mas, de acordo com assessores do gabinete de Aras ouvidos pela reportagem do Portal ND+, a reunião foi de eficaz para traçar um mapa das manifestações em todo o Brasil e firmar uma estratégia para contê-las.

Para isso, o MPF pode recorrer a “mandados de prisão em desfavor de líderes e organizadores e acompanhar com mais precisão os financiadores e apoiadores desses atos. O relatório da reunião deve ser divulgado nas próximas 24 horas”, disseram assessores.

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