Policial que pediu ‘pró-laborezinho’ em troca de serviços é afastado em Brusque; entenda

O policial está suspenso por 90 dias e é investigado por repassar informações de pessoas para uma empresa

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Redação ND Blumenau

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Um policial civil de Brusque, no Vale do Itajaí, foi suspenso por 90 dias após usar a função pública para obter vantagens financeiras. O policial é investigado por meio de dois inquéritos abertos pela Polícia Civil.

Policial é investigado por pedir suborno Policial Civil é afastado em Brusque  – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/ND

Depois de receber os inquéritos, além de ajuizar as duas ações penais, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) instaurou um inquérito civil para apurar os supostos atos de improbidade administrativa praticados pelo servidor público.

O policial é investigado por repassar informações pessoais do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP). Segundo o MPSC, ele usou o sistema e forneceu informações de 47 pessoas ao setor de recursos humanos de uma empresa.

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Além disso, o policial também é investigado por cobrar suborno para não apreender uma carga de fio furtada, localizada em uma indústria de malhas da cidade. De acordo com a investigação, entre setembro e novembro de 2021, o policial teria cobrado R$ 10 mil para deixar propositalmente de apreender a carga.

Durante o interrogatório, o policial disse que o repasse de informações era um “bico”, pois fazia fora do seu horário de trabalho e nomeou o suborno recebido como um “pró-laborezinho”, um pagamento pelo serviço prestado.

Na decisão, o Juiz da Vara da Fazenda Pública e dos Registros Públicos da Comarca de Brusque reforçou que “a permanência do réu no cargo de Policial Civil poderá, inclusive, prejudicar a instrução probatória do presente feito, notadamente se considerarmos que os fatos ocorreram em um município pequeno”.

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