O prefeito de Corupá, Luiz Carlos Tamanini (MDB), virou réu na Justiça em desdobramento da Operação Mensageiro nesta quinta-feira (27). A denúncia foi aceita pela 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). Além disso, o pedido da defesa para revogar a prisão foi negado.
Prefeito de Corupá, Luiz Carlos Tamanini, é investigado na Operação Mensageiro – Foto: Reprodução/Internet/NDSegundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Tamanini é suspeito de receber propina para favorecer a empresa de saneamento, atual Versa Engenharia, na prestação de serviços no município. O esquema aconteceu em várias cidades do Estado.
Tamanini foi preso na 4ª fase da Operação Mensageiro, em 27 de abril, e pode responder aos crimes de fraudes à licitação, peculato desvio, corrupção passiva e organização criminosa no contexto dos contratos da Serrana, atual Versa Engenharia, com o município, que estariam superfaturados.
SeguirDe acordo com um documento do STJ, Tamanini teria recebido somente no atual mandato, cerca de R$ 519 mil em propina.
Outras denúncias serão apreciadas ao longo desta quinta-feira.
Entenda a Operação Mensageiro
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga a empresa de saneamento Serrana, agora chamada Versa Engenharia Ambiental, que atende várias cidades do Estado, onde há suspeitas de corrupção no serviço de coleta de lixo.
Segundo o MPSC, um funcionário da empresa chamado de “mensageiro” na investigação era responsável pela entrega das propinas aos prefeitos. Por ter feito acordo de delação premiada, o nome do funcionário não pode ser divulgado pelo Grupo ND por proibição judicial.