A 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) aceitou nesta quinta-feira (10) a denúncia do Ministério Público contra o prefeito de Guaramirim, Luis Antonio Chiodini (PP), acusado de integrar um esquema de corrupção na coleta de lixo. A partir disso, ele se torna réu após ter sido preso na 4ª fase da Operação Mensageiro, em abril deste ano.
Chiodini foi preso em abril deste ano – Foto: Arquivo Pessoa/Redes Sociais/NDAlém de Chiodini, mais quatro funcionários da prefeitura se tornaram réus após a Operação Mensageiro, entre eles: Jair Tomelin, que foi secretário de Administração, Jackson Testoni, chefe de gabinete, Patricia Malco, secretária adjunta de administração e finanças, e Osni Romeu Denker, diretor da Águas de Guaramirim.
A defesa dos réus informou que irá aguardar a juntada do acórdão aos autos e adotará eventuais medidas cabíveis, “bem como seguirá atuando no esclarecimento dos fatos no curso da instrução processual”, diz.
SeguirAtualmente, Chiodini e Denker continuam presos. Patrícia, que também havia sido detida na 4ª fase da Operação Mensageiro, teve a prisão revogada.
Entenda a Operação Mensageiro
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga a empresa de saneamento Serrana, agora chamada Versa Engenharia Ambiental, que atende várias cidades do Estado, onde há suspeitas de corrupção no serviço de coleta de lixo, água e esgoto, oferecidos pela empresa.
Segundo o MPSC, um homem contratado pela Serrana, chamado de “mensageiro” na investigação, era responsável pela entrega das propinas aos prefeitos. Os pagamentos eram feitos para que a empresa obtivesse vantagem em processos licitatórios e garantissem renovações e aditivos em contratos.
*Com informações de Felipe Kreusch, repórter da NDTV Record TV.