Prefeito de Schroeder, Felipe Voigt, vira réu na Operação Mensageiro

Sessão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desta quinta (27) define réus da Operação Mensageiro, suspeitos de integrar esquema de propina

Redação ND Florianópolis

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O prefeito de Schroeder, Felipe Voigt (MDB), virou réu na Justiça em desdobramento da Operação Mensageiro nesta quinta-feira (27). A denúncia foi aceita pela 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). O pedido de revogação da prisão domiciliar foi negado.

Felipe Voigt (MDB) foi preso em 27 de abril, na 4ª fase da Operação Mensageiro – Foto: Arquivo Pessoal/DivulgaçãoFelipe Voigt (MDB) foi preso em 27 de abril, na 4ª fase da Operação Mensageiro – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A defesa afirma que o recebimento da denúncia é uma etapa formal do processo, que agora passará à fase de oitivas de testemunhas e coleta de provas. Além disso, diz que “segue confiante de que os fatos imputados serão esclarecidos para que, ao final, reste a absolvição”.

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), Voigt é suspeito de receber propina para favorecer a empresa de saneamento Serrana, atual Versa Engenharia, na prestação de serviços no município. O esquema aconteceu em várias cidades do Estado.

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Lisczkovski foi preso na 4ª fase da Operação Mensageiro, em 27 de abril. No entanto, no dia 1º de junho, o pedido de prisão domiciliar foi aceito pela 5ª Câmara Criminal do TJSC. Segundo o advogado defesa de Voigt, Daniel de Mello Massimino, o pedido está relacionado a questões de saúde.

Outras denúncias serão apreciadas ao longo desta quinta-feira.

Entenda a Operação Mensageiro

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga a empresa de saneamento Serrana, agora chamada Versa Engenharia Ambiental, que atende várias cidades do Estado, onde há suspeitas de corrupção no serviço de coleta de lixo.

Segundo o MPSC, um funcionário da empresa chamado de “mensageiro” na investigação era responsável pela entrega das propinas aos prefeitos. Por ter feito acordo de delação premiada, o nome do funcionário não pode ser divulgado pelo Grupo ND por proibição judicial.