A defesa do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (PP), recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) em busca de um habeas corpus para que o gestor deixe o Presídio Regional de Criciúma, após prisão preventiva em decorrência da 3ª fase da Operação Mensageiro.
Prefeito de Tubarão segue preso preventivamente no Presídio de Criciúma – Foto: Reprodução/@joares.ponticelli/NDO advogado Nilton Macedo Machado, informou que já ingressou com o pedido de liberdade. Porém, apesar da expectativa da decisão positiva, ainda não tem prazo para uma definição.
O habeas corpus foi registrado no STJ na terça-feira da última semana (21). O relator será o desembargador Jesuíno Aparecido Rissato, da 6ª turma.
SeguirA defesa do prefeito antecipou para a reportagem do Grupo ND que iria recorrer ao STJ e até mesmo ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso necessário.
Entenda o caso
Joares Ponticelli está preso preventivamente desde o dia 14 de fevereiro por conta das investigações da 3ª fase da Operação Mensageiro, que investiga corrupção em contratos de coleta de lixo com a empresa Serrana, responsável pelo recolhimento de resíduos em diversos municípios catarinenses.
A operação está em curso há pouco mais de um ano pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e apura crimes funcionais de prefeitos, sendo que o caso ficou conhecido como o “escândalo do lixo”.
O prefeito da cidade do Sul de Santa Catarina é suspeito de integrar um esquema de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, já foram cumpridos 121 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão – todos seguem presos preventivamente. A apuração ainda corre em segredo de justiça.