O Ministério Público da comarca de Canoinhas está apurando um suposto caso de nepotismo na Prefeitura de Major Vieira, já que a filha do prefeito foi contratada para atuar como engenheira civil na prefeitura.
Embora o caso esteja em sigilo, no Portal de Transparência do município é possível encontrar os dados da contratação da filha. – Foto: Prefeitura de Major Vieira/Divulgação NDA notícia de fato foi instaurada nesta quarta-feira (16) na 3ª Promotoria de Justiça e está sendo conduzida pelo promotor substituto Francisco Ribeiro Soares, já que o titular está em férias.
“Apurar a prática de atos de improbidade de administrativa por Adilson Liczcovski, prefeito de Major Vieira, e sua filha, Samanta Liczcovski, consistentes na contratação desta para laborar como engenheira no referido ente público, praticando, assim, nepotismo, além da contratação pelo gestor público de outros servidores sem o devido concurso público”, expõe a investigação inicial do MP.
SeguirEmbora o caso esteja em sigilo, no Portal de Transparência do município é possível encontrar os dados da contratação da filha do prefeito entre os servidores temporários com o salário de R$ 3,4 mil mensais desde o dia 1º deste mês de junho de 2021. O documento mostra ainda a jornada de trabalho: 20 horas semanais.


O que diz o MP
O promotor Francisco Ribeiro Soares não quis comentar sobre a investigação nem sobre os fatos, pois está substituindo o promotor de Justiça titular da 3ª Promotoria de Justiça de Canoinhas.
O que diz a Prefeitura de Major Vieira
Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura informou que Samanta Liczcovski participou de um processo seletivo ainda na gestão passada, em que o pai não era o prefeito. Ela ficou em quarto lugar no processo seletivo. Ocorre que, segundo a Prefeitura, os três primeiros colocados foram chamados e pediram demissão. Por isso, o RH, então, chamou Samanta. “Não se trata de nepotismo, portanto”, finalizou.
O que é Nepotismo?
Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), nepotismo é a prática pela qual um agente público usa de sua posição de poder para nomear, contratar ou favorecer um ou mais parentes, sejam por vínculo da consangüinidade ou da afinidade, em violação às garantias constitucionais de impessoalidade administrativa.
