Natural de Praia Grande, na região Sul catarinense, casada, mãe de duas filhas, e uma vitória histórica com 47,5% dos votos, Cláudia Prudêncio é a primeira mulher eleita para presidir a OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Santa Catarina).
Em entrevista ao jornalista e colunista Moacir Pereira, no programa Conexão ND, ela falou sobre os planos prioritários da gestão, renumeração de honorários advocatícios, o efeito da pandemia na profissão e o seu dia a dia.
Claudia Prudêncio assumiu, oficialmente, a presidência da Ordem no dia 1º de janeiro – Foto: Paulo Rolemberg/NDEssa advogada com 22 anos de profissão se considera uma mulher de muita fé e apaixonada por tudo que faz. Ela se prepara para, no próximo dia 18 de fevereiro, realizar a posse festiva da nova diretoria para o triênio 2022/2024.
SeguirClaudia Prudêncio assumiu, oficialmente, a presidência da Ordem no dia 1º de janeiro disse que o plano prioritário da gestão é “mais honorário no bolso do advogado e a advogada catarinense”.
O programa Conexão ND vai ao ar, diariamente, às 22h40, na Record News e é transmitido simultaneamente pelo portal ND+.
Advogado dativo como prioridade
Para Cláudia Prudêncio, a nova gestão precisa ter um olhar atencioso e especial ao advogado dativo. São quase 10 mil que prestam esse serviço junto ao governo do Estado e a OAB.
Presidente da OAB/SC falou sobre os planos de sua gestão – Foto: Paulo Rolemberg/NDEla comentou que na gestão anterior ocorreram avanços como o aumento do valor da tabela, reformulação do sistema Assistência Judiciária Gratuita, no qual o advogado catarinense não precisa mais judicializar para receber os honorários, mas há muito que ser feito.
“A renumeração é muito baixa e nós temos o compromisso com a advocacia catarinense de triplicar o valor da tabela dos honorários dativos. Então é o meu grande desafio da gestão junto ao governo do Estado, junto ao Poder Judiciário, contribuir e melhorar a renumeração do advogado dativo”, afirmou ela.
O assunto deverá estar na pauta do encontro na quarta-feira (9) com o governador Carlos Moisés (sem partido) e na sexta-feira (11) com o presidente do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), desembargador João Henrique Blasi.
Audiências virtuais
Cláudia também comentou sobre as dificuldades quanto à realização das audiências virtuais. Segundo a presidente da OAB, há aversão quanto ao método.
Cláudia Prudêncio em entrevista ao jornalista Moacir Pereira no programa Conexão ND – Foto: Paulo Rolemberg/ND“As audiências de instrução e julgamento são muito difíceis de fazer virtual. Até pelo acesso às testemunhas, então ainda há uma resistência, mas por outro lado facilitou para as conciliações, os advogados conseguem fazer dos escritórios. Mas nada melhor do que o contato, olho no olho, vamos sentir falta desse contato presencial e essa é a nossa preocupação”, avaliou.
Críticas aos cursos EAD
A presidente da OAB/SC não poupou críticas às ofertas de vagas em cursos de direito por meio de EAD (Educação à Distância). De acordo com ela, na gestão passada houve 22 mil pedidos de vagas de EAD em todo Brasil e a OAB nacional foi prontamente junto ao Ministério da Educação mostrar posição contrária.
“Nós queremos qualidade de ensino, queremos que o advogado esteja aqui fora, apto, pronto para atender a um cliente sem causar qualquer prejuízo. Há um estelionato dos cursos a distância. Então a gente precisa ter um cuidado e a OAB está atenta, vigilante, a esses pedidos”, informou.
OAB apartidária
Questionada sobre o posicionamento político do novo presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, Cláudia Prudêncio garantiu que a entidade será apartidária.
Cláudia Prudêncio garantiu que a entidade será apartidária – Foto: Paulo Rolemberg/ND“Quero que a minha OAB nacional e toda a OAB do nosso Estado sejam apartidárias. Que a nossa causa seja a advocacia. Nosso propósito e nossa preocupação única são com o advogado e advogada”.
Lado social fora da OAB
Nem só da advocacia vive a presidente da OAB/SC. Ao lado do marido Gerson Scheffer e de outros casais, ela participa do grupo Morrua que faz um trabalho de resgate social no Centro de Florianópolis com a distribuição de 300 marmitas para pessoas em situação de rua.