Primeira mulher de Santa Catarina utiliza o “sinal vermelho” para se proteger de violência

A moradora da cidade de Ituporanga foi a primeira mulher do Estado a utilizar o "x" na palma da mão para pedir ajuda

Redação ND Florianópolis

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O primeiro caso de uma mulher que usou o “sinal vermelho” para se proteger foi registrado pela Cevid (Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar) do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) no começo do mês de julho na cidade de Ituporanga, no Alto Vale.

Sinal pode ser feito com batom ou outro material e mostrado em farmácias pré-cadastradas – Foto: TJSC/Divulgação/NDSinal pode ser feito com batom ou outro material e mostrado em farmácias pré-cadastradas – Foto: TJSC/Divulgação/ND

Segundo informações do comando da PM (Polícia Militar), uma guarnição foi chamada para atender um suposto caso de violência doméstica e, ao chegar ao local, notou que realmente havia uma movimentação estranha no ambiente interno da casa.

Após bater na porta, um homem atendeu os policiais sem camisa, e nos fundos, havia uma mulher com sangue no rosto e “vestes desalinhadas” mostrando o sinal vermelho.

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Foi dada voz de prisão para o homem e o casal foi conduzido pelos policiais para a delegacia.

A coordenadora da Cevid, a desembargadora Salete Sommariva, enviou uma correspondência com agradecimentos pelo atendimento dado pela Polícia Militar.

“Aproveito a oportunidade para estender meus cumprimentos e gratidão aos policiais que atenderam a ocorrência, pela sensibilidade em reconhecer o sinal vermelho durante o atendimento, ainda que fora dos padrões previstos para a campanha e fora do local (farmácias) e, ainda assim, terem dado o atendimento prioritário e terem tido o cuidado de relatar tal situação”, disse.

Campanha

Segundo o TJSC, a campanha visa cadastrar previamente as farmácias e drogarias para que as mulheres vítimas de violência possam denunciar as agressões ao fazer um xis com batom vermelho (ou com qualquer outro material) na palma da mão ou num pedaço de papel e mostrá-lo ao atendente. Assim, os atendentes chamam a Polícia Militar para dar encaminhamento a questão.

De acordo com o levantamento da Cevid  mais de 40 estabelecimentos estão cadastrados no Estado.

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