Professor é condenado por sequestro e estupro de aluna de 12 anos em Pomerode

O desaparecimento da menina de 12 anos em Pomerode mobilizou as forças de segurança de Santa Catarina em agosto do ano passado

Foto de Bruna Ziekuhr

Bruna Ziekuhr Blumenau

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Um professor de matemática foi condenado a 31 anos de prisão por estupro de vulnerável e sequestro de uma aluna de 12 anos em Pomerode, no Vale do Itajaí. O desaparecimento da menina mobilizou as forças de segurança de Santa Catarina em agosto de 2023.

Professor envolvido no desaparecimento de menina de 12 anos em Pomerode – Foto: PRF/Divulgação/NDProfessor envolvido no desaparecimento de menina de 12 anos em Pomerode – Foto: PRF/Divulgação/ND

O homem, de 55 anos, foi preso no dia 27 de agosto, às margens da BR-101, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, durante uma abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

A menina foi localizada na casa dele, escondida no fundo falso de uma cama. Ela foi mantida em cárcere privado, mas não sofreu nenhum tipo de violência, de acordo com a Polícia Civil na época do caso.

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Devido o sequestro ter sido praticado contra uma menor de idade, com fins libidinosos e contra uma pessoa que o réu tinha autoridade, a pena foi agravada pelo Poder Judiciário. O professor está preso em Blumenau há oito meses. As informações são do Portal Alexandre José, parceiro do ND Mais.

Desaparecimento da menina de 12 anos em Pomerode

O desaparecimento da menina de 12 anos em Pomerode mobilizou as forças de segurança de Santa Catarina. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou detalhes da investigação.

De acordo com a corporação, na tarde de 26 de agosto, o delegado esteve na casa do suspeito, que se demonstrou surpreso e disse que não via a menina desde sexta-feira (24/08).

O pai também ligou para o professor no sábado de manhã pedindo ajuda. Ele disse que iria ajudá-lo, mas que não tinha informações do paradeiro dela, mesmo mantendo a jovem em casa, dentro do esconderijo.

Durante a madrugada daquele dia, a Polícia Civil foi até a casa da menina e pegou algumas peças de roupas para auxiliar nas buscas e facilitar no reconhecimento feito pelo cachorro da polícia.

O cachorro identificou vestígios de que a menina teria passado ou estaria na casa. Uma mochila com roupas da criança estava em cima da cama. Além disso, de acordo o delegado, um celular quebrado foi encontrado dentro da casa.

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    Homem disse aos policiais que dopou a jovem - PRF/Divulgação/ND
    Homem disse aos policiais que dopou a jovem - PRF/Divulgação/ND
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    A menina foi localizada na casa dele, escondida no fundo falso de uma cama. - PRF/Divulgação/ND
    A menina foi localizada na casa dele, escondida no fundo falso de uma cama. - PRF/Divulgação/ND
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    O professor foi preso no dia 27 de agosto, às margens da BR-101, em Joinville - PRF/Divulgação/ND
    O professor foi preso no dia 27 de agosto, às margens da BR-101, em Joinville - PRF/Divulgação/ND

Mais tarde os policiais descobriram que o professor teria saído. A placa do veículo foi identificada e em contato com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), foi possível constatar que ele estaria transitando na região de Joinville.

Na abordagem policial, o suspeito confessou que a menina estava na residência. Aos policiais, ele disse que cerrou pelo menos metade da cama para dar espaço, pedindo para que ela ficasse escondida até que ele retornasse para casa.

O suspeito ainda confessou que queria morar junto com a jovem e que esperava uma aprovação em um concurso público para dar aula na rede pública de ensino do Paraná.

Os policiais também descobriram que a menina tinha um celular, presente do professor após os pais terem confiscado o seu durante as férias escolares. Assim, segundo o professor, os dois poderiam manter contato através das redes sociais.

Com medo de ser descoberto, já que o celular era de propriedade dele, o professor saiu de casa na manhã de domingo (27/08) e foi até a BR-470, sentido Navegantes. O celular foi ligado e próximo da região de Joinville, arremessado no rio.

Depois da prisão na abordagem policial, o professor teve a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva pelo juízo da Vara Criminal da comarca de Pomerode.

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