Promotoria especializada apura ao menos 4 casos de apologia ao nazismo em SC

Em investigação, está o suposto encontro neonazista flagrado em São Pedro de Alcântara na segunda-feira (14)

Redação ND Florianópolis

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Ao menos quatro casos de apologia ao nazismo em Santa Catarina são apurados pela 40ª Promotoria de Justiça da Capital, criada para intensificar o combate aos crimes de racismo, de ódio e intolerância.

Oito suspeitos de integrar grupo neonazista foram presos em São Pedro de Alcântara – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDOito suspeitos de integrar grupo neonazista foram presos em São Pedro de Alcântara – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

O caso mais recente foi registrado na última segunda-feira (14), quando oito pessoas foram presas em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, após serem flagradas em um encontro de cunho neonazista.

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) anunciou a criação da promotoria com abrangência estadual no dia 10 de outubro. Todos os procedimentos tanto na área criminal quanto os de natureza civil que visam reprimir esse tipo de conduta vão passar a tramitar na 40ª Promotoria de Justiça.

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A Promotoria também investiga uma suposta célula neonazista com membros nos municípios de Florianópolis, São José, Joinville, Maravilha e São Miguel do Oeste. Outro caso em apuração envolve um professor de História de Imbituba que teria escrito que “Hitler foi melhor que Jesus” em um aplicativo de mensagens.

Uma suposta saudação nazista durante uma manifestação em São Miguel do Oeste contra o resultado das eleições presidenciais também está sob investigação do órgão.

Agregação neonazista

O mais recente caso que está sendo apurado pela Promotoria envolve agregação neonazista flagrada em sítio em São Pedro de Alcântara. Os criminosos realizavam um encontro anual de uma célula neonazista interestadual, segundo a DEIC (Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), responsável pela investigação por parte da Polícia Civil.

O agrupamento é composto por integrantes dos três Estados da Região Sul – Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Os oito participantes foram conduzidos para a sede da DEIC e autuados pela prática dos crimes de associação criminosa e racismo.

Após manifestação da 40ª Promotoria de Justiça da Capital, os oito suspeitos detidos no encontro tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva na última terça-feira (15).

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