Proposta preserva vida privada de vítimas de crimes sexuais

Iniciativa foi motivada pela repercussão causada pela divulgação da audiência do caso Mari Ferrer

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Audiência do caso Mari Ferrer motivou sugestão do Ministério Público de SC para alteração do Código PenalAudiência do caso Mari Ferrer motivou sugestão do Ministério Público de SC para alteração do Código Penal

O procurador-geral de Justiça, Fernando Comin, apresentou à Presidência da República e aos dirigentes da Câmara e do Senado uma proposta para preservar a vida privada de vítimas de crimes sexuais. A iniciativa, que pretende mudar o Código Penal, foi motivada pela repercussão do caso Mari Ferrer.

A alteração da lei tem o objetivo de evitar que fatos alheios ao processo “não sejam expostos buscando sua desqualificação moral”. Segundo Comin, fatores como o risco de anulação do processo por cerceamento de defesa e de configuração de abuso de autoridade, acabam desincentivando que os juízes vetem perguntas consideradas impertinentes nas audiências.

Essa prática processual “tem permitido que inúmeras vítimas de crimes contra a dignidade sexual sejam diariamente submetidas a atos processuais vexatórios”.

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“A vida sexual anterior da vítima, as fotos por ela postadas em momentos que não têm correlação com o fato investigado não interessam, evidentemente, a nada no processo penal. São apenas e tão somente, instrumentos com o intuito de constranger a vítima em um ambiente já difícil de uma audiência judicial”, sustenta o procurador-geral.

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