Oito indenizações que beneficiam dez vítimas da queda da calçada em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foram homologadas nesta sexta-feira, dia 10. São as primeiras indenizações que tiveram desfecho judicial.
Desabamento da calçada em Joinville na abertura do Natal, em 22/11/2021 – Foto: Internet/Divulgação NDParte da calçada localizada na lateral da avenida Dr. Albano Schulz ruiu na abertura do Natal Joinville, em 22 de novembro do ano passado. 33 pessoas que estavam sobre a estrutura caíram na galeria que passa pelo local.
A partir da homologação, o prazo para as vítimas receberem os valores é de dez dias úteis. A quantia será depositada na conta bancária indicada pelas vítimas. Nesses primeiros acordos, o valor pago em indenizações pela Prefeitura de Joinville é de aproximadamente R$ 45 mil.
SeguirAs audiências para Homologação do Acordo de Indenização foram realizadas no Fórum Fazendário de Joinville e conduzidas pela juíza Anna Finke Suszek. Além da prefeita em exercício, Rejane Gambin; a procuradora-geral do município, Christiane Schramm Guisso; o secretário de Administração e Planejamento, Ricardo Mafra; o procurador-executivo, Felipe Cidral Sestrem e a procuradora, Francieli Schultz acompanharam as audiências com as vítimas.
Primeiros acordos de indenização das vítimas do acidente com calçada são homologados – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação NDIracy Keller e Domingos Vicente Keller, moradores do bairro Jardim Iririú, foram os primeiros a terem os acordos homologados pela Justiça. A filha e a neta estavam com o casal durante o evento em que o acidente foi registrado.
A fim de ressarcir as vítimas, a Prefeitura de Joinville lançou um edital de chamamento público em março desse ano para que as pessoas pudessem apresentar a documentação.
“A gente ouviu logo depois do acidente que a Prefeitura iria indenizar, mas não fomos atrás. Depois que soubemos do edital é que vimos como fazia para entrar com a documentação. Minha filha ajudou”, conta Iracy.
A mulher ainda relembra que desde o início receberam apoio assistencial. “A Saúde ligava para saber como a gente estava, se tinha alguma complicação. Foram lá em casa mais de uma vez.”
“Ninguém imaginava que o acidente poderia acontecer, mas tomamos as medidas para que as pessoas fossem atendidas”, explica a prefeita em exercício Rejane Gambin.
Ao todo, foram 44 processos solicitando indenização, um deles foi indeferido por falta de comprovação documental. Dois aguardam homologação e 29 estão em análise. Conforme consta no edital, o prazo para análise é de 60 dias úteis a partir da entrega do protocolo de pedido de indenização.
O edital previa ressarcimento por danos morais de R$ 4 mil para quem sofreu danos físicos de natureza leve. Para quem teve danos físicos de maior extensão o valor é de R$ 8 mil. Os valores referentes ao ressarcimento dos prejuízos materiais são variáveis e dependem da comprovação.