O pedido de prisão preventiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi motivada pelo risco de interferência nas investigações.
Silvinei Vasques foi diretor-geral da PRF no governo Bolsonaro – Foto: Divulgação/PRFNa representação ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal apontou que à prisão preventiva, muito embora seja uma medida extrema, é de suma relevância para maior efetividade das investigações, para que os outros servidores da PRF que estavam presentes na reunião do dia 19 de outubro de 2022.
Para a PF, notadamente dos ex-superintendentes Regionais da Polícia Rodoviária Federal nas quais houve a concentração das ações fiscalizatórias do dia 30 de outubro, os quais podem esclarecer a forma como lhes foi transferida a determinação do “policiamento direcionado”, poderiam combinar versões.
Seguir“O ideal é que todos sejam ouvidos de forma concomitante, sendo que a manutenção do investigado em liberdade pode vir a comprometer a eficácia das diligências”,
Segundo a representação da PF, já que, ainda que aposentado, é muito provável que haja uma reverência de tais policiais rodoviários federais àquele diretor-Geral que os indicou para as respectivas funções.
Reunião com Silvinei
No dia 19, segundo a PF, foi realizada uma reunião do Conselho Superior da Polícia Rodoviária Federal sob o pretexto de votar uma resolução acerca da prática de educação física. Estavam presentes “diretores, superintendentes e todos os coordenadores gerais” e “foi proibido o uso de celulares pois estavam vazando as reuniões do conselho”.
Na reunião, Vasques teria dito aos presentes que havia chegado a hora da PRF tomar lado na disputa e que o então diretor-geral pediu o engajamento dos presentes nas operações de 30 de outubro, especialmente no Nordeste.