A sessão do Tribunal do Júri da comarca de Pinhalzinho vai julgar, nesta quarta-feira (9), o réu denunciado por matar duas professoras e três bebês na escola Infantil Pró-Infância Aquarela, no ano de 2021, em Saudades, localizado na região do Oeste de Santa Catarina.
Saudades: “Nada vai apagar”, diz irmão de professora morta em chacina – Foto: Willian Ricardo/NDO irmão de Keli Adriane Aniecevski, professora morta na chacina, identificado como Alan Cesár, disse ao portal ND+ que “nada vai apagar o que aconteceu, não vai trazer ela de volta, mas a gente espera justiça”.
Ele ainda disse que tem o conhecimento que a justiça do homem é falha, mas espera que ela aconteça nesta quarta-feira: “A justiça de Deus a gente sabe que vai acontecer”.
SeguirCésar fez esse desabafo enquanto colocava uma uma faixa com uma foto da irmã em frente ao fórum. “Essa faixa é um pedido de justiça, principalmente na segurança e educação. A gente vê que depois que isso aconteceu desencadeou várias outras situações”.
Cerca de quatro faixas foram colocadas pelo irmão da vítima no local, ele conta que apenas deseja paz, amor, educação, segurança e justiça: “Os últimos dias foram de tensão, volta tudo à tona o que aconteceu naquela semana, a gente fica na expectativa do que aconteça aqui amenize um pouco da dor que a gente sentiu”.
As aulas na instituição Aquarela foram suspensas nesta quarta-feira, segundo a secretária de educação de Saudades, Gisela Ivani Hermann. Além disso, todos os profissionais que trabalham no local onde ocorreu a chacina e a secretária estão no local vestidos de branco com palavras de amor, paz e justiça.
“Estávamos ansiosos para esse dia”, diz secretária de educação de Saudades – Foto: Willian Ricardo/ND“Hoje de manhã, não tem atendimento na creche. Todos os funcionários, professores, agentes educativos e serventes estão aqui. E, além disso, também os funcionários da Secretaria de Educação, justamente porque estávamos ansiosos para esse dia”, disse Gisela.
Relembre o caso
Em 2021, na manhã do dia 4 de maio, o réu entrou na creche e matou duas professoras e três bebês e, além disso, tentou matar outras 14 pessoas, entre educadoras, funcionárias e crianças.
O réu teria usado uma adaga que havia comprado pela internet especialmente para realizar o ataque. Ele confessou o crime. Agora, o processo tramita em segredo de justiça.
O ND+ não irá publicar fotos do rosto do assassino, tampouco destacar o nome dele ao longo da cobertura. Também não irá mostrar o rosto das vítimas. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de não compactuar com o protagonismo de criminoso