SC registra 21 denúncias de assédio eleitoral por coação após 2º turno; entenda

Levantamento do MPT-SC aponta que total de denúncias nas Eleições 2022 chega a 313 em 205 empresas catarinenses

Redação ND Florianópolis

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Santa Catarina registrou ao menos 21 denúncias de assédio eleitoral após o segundo turno das eleições, diz o MPT-SC (Ministério Público do Trabalho). Elas são relacionadas à coação aos trabalhadores para participarem de manifestações e fechamentos de rodovias no Estado. O Oeste lidera as ocorrências.

Manifestantes em frente ao 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDManifestantes em frente ao 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

Até as 11h desta sexta-feira (11), o número total de denúncias é de 313 em 205 empresas (indústria e comércio), associações e federações de classe, e sindicatos patronais, segundo o MPT-SC.

O último dia em que houve bloqueios nas rodovias catarinenses foi na segunda-feira (7). Na ocasião, policiais foram agredidos com barras de ferro por alguns manifestantes que bloqueavam a BR-470, em Rio do Sul. No país, o total de manifestações desfeitas pelos agentes chegou a 1.023.

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Atos são investigados em Florianópolis

Os atos que ocorrem em frente ao 63º Batalhão de Infantaria do Exército, localizado no bairro Estreito, em Florianópolis, estão sob investigação da Polícia Civil. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (10) pelo delegado Márcio Fortkamp, da Delegacia do Continente, responsável pelo caso.

Manifestantes contrários ao resultado das eleições presidenciais ocupam a frente da base militar há pelo menos 10 dias. O grupo chegou a bloquear a rua General Eurico Gaspar Dutra, onde fica o batalhão, prejudicando o trânsito local.

A apuração dos atos foi requisitada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) à Polícia Civil na semana passada. O objetivo, segundo o delegado Fortkamp, é investigar por meio de um procedimento de termo circunstanciado as denúncias de perturbação do sossego que foram feitas ao órgão estadual.

“Várias pessoas procuraram o Ministério Público e noticiaram os incômodos causados pelas aglomerações em frente ao batalhão. Em decorrência disso, [o MP] determinou a apuração do fato, que vai iniciar com os depoimentos das pessoas que procuraram o Ministério Público”, explica Fortkamp.

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