Sequestradores de jovem de SC morta no PR podem receber penas de até 55 anos

Dois dos seis sequestradores seguem foragidos e são procurados pela Interpol em 190 países

Foto de Redação ND

Redação ND Joinville

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Os sequestradores da jovem Camila Florindo, raptada em Araquari, no Litoral Norte de Santa Catarina, e assassinada no interior do Paraná, podem ficar muito tempo atrás das grades. Ao todo, os seis investigados foram indicados por cinco crimes, de acordo com a Polícia Civil, após a morte brutal ocorrida em outubro de 2024.

Dois sequestradores seguem foragidos Camila Florindo foi assassinada aos 23 anos – Foto: Arquivo pessoal/ND

Segundo o delegado José Gattaz Neto, caso sejam condenados, os sequestradores podem pegar mais de 50 anos de prisão cada um. Além do crime de homicídio qualificado, que tem pena entre 12 e 30 anos, os investigados foram indiciados por outros quatro delitos. Confira:

  • Adulteração de sinal identificador de veículo automotor: pena de três a seis anos;
  • Roubo majorado: quatro a dez anos;
  • Receptação: três a seis anos;
  • Ocultação de cadáver: um a três anos.

Se somadas, as penas máximas dos investigados podem chegar a 330 anos de prisão. Dos seis sequestradores, quatro já foram presos, enquanto dois seguem foragidos.

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“As informações que nós temos é que eles estão fora do país. As buscas continuam, inclusive com apoio do órgão internacional, para a gente poder localizá-los”, detalha o delegado José Gattaz Neto. Os investigados Lucas dos Santos Capoletto e Fernandes Nogueira Bastos foram incluídos na lista da Interpol.

Sequestradores são procurados pela InterpolSequestradores foragidos podem estar no exterior – Foto: Reprodução/ND

Inquérito foi enviado ao Paraná

Ainda conforme o delegado Gattaz, embora o sequestro tenha ocorrido em Araquari, a Justiça entendeu que o inquérito deveria ser encaminhado ao Paraná para análise do Ministério Público, já que Camila Florindo foi morta e enterrada em Ibaiti, no interior do Estado.

A reportagem do portal ND Mais procurou o Ministério Público do Paraná e solicitou informações sobre o oferecimento da denúncia contra os seis sequestradores indiciados. Até o momento, porém, não houve retorno.

Sequestradores queriam matar rival

De acordo com a Polícia Civil, o namorado dela, conhecido como “barão da facção” era quem Fernandes queria matar. Assim, conseguiria assumir o controle do tráfico de drogas na região de Araquari.

No dia marcado para ser capturado, o “barão” conseguiu escapar e fugir de casa quando notou a chegada dos rivais. Camila ficou para trás e acabou sequestrada e morta no lugar do namorado.

Segundo Gattaz, a jovem não tinha envolvimento com o mundo do crime. “Ela sabia o que o companheiro dela fazia, mas ela, em si, não cometia crimes. Aceitava aquela situação, mas não era criminosa”, explica o delegado. “Estava no lugar errado, na hora errada, com as pessoas erradas”.

Um do sequestradores tem envolvimento com morte de professor

Fernandes é investigado pela morte do professor Fábio Amaral Calegari, assassinado no dia 15 de março de 2024, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. O criminoso seria um dos responsáveis pela contratação de dois assassinos de aluguel para seguir e matar a vítima.

Como aconteceu crime em Curitiba

O crime aconteceu enquanto Fábio aguardava no semáforo dentro de seu carro. Dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram diversos disparos. Ferido, o professor tentou fugir, mas acabou colidindo contra o muro de uma creche.

O assassinato do professor pode ter ligação com um processo trabalhista. Fábio havia movido uma ação contra uma empresa de Curitiba, exigindo verbas superiores a R$ 300 mil.

A polícia acredita que, além da disputa judicial, o professor teria conhecimento de irregularidades financeiras na empresa, o que pode ter motivado o crime.