Servidores da Comcap aceitam acordo e decidem encerrar greve em Florianópolis

Decisão dos trabalhadores sobre o fim da greve em Florianópolis ocorreu horas após reunião entre sindicato e a prefeitura

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Redação ND Florianópolis

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Funcionários da Comcap acataram o acordo com a prefeitura e encerraram a greve em Florianópolis após oito dias de mobilização. A decisão foi tomada em assembleia dos trabalhadores na noite desta terça-feira (19), horas após reunião entre o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) o executivo municipal.

Greve em Florianópolis começou em 12 de marçoGreve em Florianópolis começou em 12 de março – Foto: Sintrasem/Redes Sociais

De acordo com o Sintrasem, a votação na noite desta terça-feira abrange apenas os servidores da Comcap. As demais categorias vão analisar a proposta de acordo na manhã de quarta-feira (20), mas a tendência é pelo fim do movimento, que começou em 12 de março.

Em nota após a assembleia, o Sintrasem diz que, antes da greve, a “proposta em mãos era o desmonte completo do nosso acordo coletivo”. O sindicato ainda avaliou que saiu com pontos positivos após o movimento.

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“Mas, mais uma vez, nossa categoria mostrou que só a luta garante vitórias à classe trabalhadora”.

“Impedimos a ampliação da terceirização com a manutenção da Comcap nos roteiros atuais até 31/12. Assumimos o compromisso de que, se [o prefeito] Topazio [Neto] não avançar, não faremos greve por esse ponto até a mesma data”, afirmou em nota.

O que diz o acordo pelo fim da greve em Florianópolis

  1. Manutenção da Comcap nos roteiros atuais até 31/12, sem ampliação da terceirização. Compromisso do Sintrasem de que, se a prefeitura não avançar na terceirização, não haverá greve até a mesma data;
  2. Retomada dos direitos perdidos na Lei 706/2021 e na decisão de 2ª instância do TRT;
  3. Estabilidade de emprego;
  4. Reposição da inflação e R$ 2 no ticket,
  5. Manutenção total ou parcial de todas as cláusulas com impacto econômico ou social e a redução da jornada para quem tem filho com deficiência, sem redução de salário.

A negociação foi liderada pela desembargadora Fernanda Sell de Souto Goulart, do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). Caso os trabalhadores não voltem ao trabalho, o acordo não será homologado pelo relator do processo, o desembargador Odson Cardoso Filho.

Prefeitura vê tom político em greve

De acordo com a prefeitura, “todas essas medidas [do acordo] já estavam propostas pelo município antes mesmo de iniciar a greve”.

“Eu sei que é repetitivo falar isso, mas não há outra motivação senão politica para essa greve ilegal”, declarou o prefeito Topazio Neto (PSD).

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