São quase três anos desde que veio à tona o caso da promotora de eventos Mariana Ferrer, 25 anos. Em 2018, a jovem denunciou que foi vítima de estupro em um beach club de Florianópolis e a polícia iniciou as investigações em busca de um possível culpado.
Nesta quinta-feira (7), no entanto, o TJSC ( Tribunal de Justiça de Santa Catarina) confirmou por três votos a zero a absolvição do principal suspeito, o empresário André de Camargo Aranha, 45 anos, após análise de recurso da defesa de Mariana.
Mariana Ferrer denunciou estupro em beach club de Florianópolis – Foto: Instagram/ReproduçãoA audiência foi realizada em Florianópolis, quando votaram os desembargadores Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato.
SeguirO novo episódio do caso, que ganhou repercussão nacional ainda no primeiro julgamento, em setembro de 2020 na 3ª Vara Criminal de Florianópolis, voltou aos assuntos mais comentados na internet nesta semana.
Congresso Nacional
Na enxurrada de publicações, o tema ‘Mari Ferrer’ chegou aos assuntos mais comentados do Twitter. Entre os destaques apareceram notas de repúdio da Procuradoria Especial da Mulher do Senado e da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.
A Procuradoria da Mulher do Senado, vem a público repudiar de forma veemente
a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em absolver o réu André
Camargo Aranha no caso de estupro de MARI FERRER. pic.twitter.com/bfMeak6aas— ProcuradoriadaMulher (@SenadoMulher) October 8, 2021
A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados emitiu nota de repúdio contra a decisão do Tribunal de Justiça de Santa…
Posted by Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados on Friday, October 8, 2021
Mariana Ferrer, no entanto, permanecia em silêncio até a manhã desta sexta-feira (8), tanto em seus perfis oficiais na internet quanto por parte da defesa. A reportagem do ND+ tenta localizar o advogado da jovem desde quinta-feira, sem sucesso.
Já o advogado de Aranha, Claudio Gastão da Rosa Filho, declarou que se o seu cliente “tivesse ido para cadeia, hoje ele estaria morto em razão de uma falsa acusação de estupro”. Segundo ele, “não há maior recompensa” do que a absolvição.
“O resultado era esperado. Os desembargadores se debruçaram sobre os autos, analisaram todos os depoimentos, provas periciais e filmagens e chegaram à conclusão idêntica ao juiz de primeiro grau. Não há elemento algum que leve a um raciocínio diverso”, afirmou o defensor.
Quase três anos do episódio
O caso Mariana Ferrer começou em 15 de dezembro de 2018, no beach club Cafe de La Musique, em Jurerê Internacional. Naquela noite, Mariana Ferrer alega ter sido estuprada depois de ter sido dopada.
Polícia afirma que homem subindo escadas com Mariana é André de Camargo Aranha – Foto: Reprodução/NDAs informações foram levadas ao conhecimento do público em maio de 2019, pouco mais de seis meses após o fato.
O teste toxicológico de Mariana não constatou o uso de álcool ou drogas, mas o exame de corpo de delito encontrou sêmen do empresário e sangue da influenciadora. A perícia também constatou que o hímen dela foi rompido. Aranha negou as acusações e disse que a influenciadora fez sexo oral nele de maneira consensual.
O julgamento foi realizado em setembro do ano seguinte, em 2020, quando o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, absolveu o empresário.
O magistrado acolheu os argumentos da defesa de Aranha, liderada pelo advogado criminalista Claudio Gastão da Rosa Filho, e entendeu pela ausência de “provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória”.
Cabe recurso
Apesar de a Justiça ter mantido a decisão em primeira instância, ainda cabe apelação por parte da vítima.