Silvinei passa mal em depoimento à PF e nega ter impedido eleitores de Lula de votar em 2022

Na oitiva, Silvinei Vasques negou que tenha agido para interferir no resultado das eleições do ano passado; defesa descarta delação

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Redação ND Florianópolis

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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, passou mal por duas vezes durante depoimento à Polícia Federal, nesta quinta-feira (10), em Brasília. Ele foi preso na quarta-feira (9), em Florianópolis.

Silvinei Vasques passa mal em depoimento à PF e negaO ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As informações são do Portal R7. Ele precisou ser monitorado por brigadistas que atuam no órgão. Na oitiva, o ex-diretor negou que tenha agido para interferir no resultado das eleições do ano passado, como ter impedido eleitores de Lula (PT) de votar no segundo turno, sobretudo no Nordeste.

A defesa de Vasques informou que as autoridades investigativas não ofereceram delação, o que não seria aceito pelo policial aposentado. “Ele não aceitaria, porque quem delata é criminoso”, declarou o advogado Eduardo Simão. A fala ocorreu na saída da sede da Polícia Federal.

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Silvinei pediu R$ 52 mil de policial da PRF que o acusa de impedir votos

O ex-diretor geral da PRF processa por danos morais o superintendente da PRF no Paraná, Fernando Cesar Borba de Oliveira. No documento do processo, obtido pelo Portal ND+ Vasques pede indenização de R$ 52,8 mil.

“O réu, lançou na mídia, de forma inadvertida, fake news ofensivas ao bom nome do demandante. Propalando por todo o país que a gestão do autor à frente da PRF foi política, que teria vinculado a instituição a partido e a governo”, escreve a defesa de Silvinei que ajuizou o pedido no Fórum da Comarca de Biguaçu, na Grande Florianópolis.

No processo, foram anexadas capturas de telas de diversas matérias que mostram declarações de Oliveira contra a postura de Vasques, que é acusado de usar a máquina pública para interferir nas eleições presidenciais de 2022.

A defesa de Silvinei Vasques argumenta ainda que o valor da indenização foi escolhido para servir de “ação pedagógica” e não deixar o caso na “impunidade”.

Segundo o pedido de indenização, o superintendente da PRF no Paraná teria ido até um podcast “espalhando falsamente que a polícia rodoviária tentou impedir eleitor de votar”.

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