O ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou neste sábado (8) em suas redes sociais que adotará “as providências cabíveis” para apurar possíveis irregularidades de agentes federais na prisão do então reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier em 2017.
O pronunciamento ocorreu após a 1ª Câmara do TCU (Tribunal de Contas da União) avaliar como “improcedente” a representação contra o ex-reitor e solicitar o arquivamento do processo. A sessão ocorreu nesta terça-feira (4).
Cancellier, foi alvo da Operação Ouvidos Moucos em 2017 – Foto: UFSC/Divulgação/ND“Os Ministros do Tribunal de Contas da União acordam […] em conhecer da representação, considerá-la improcedente e determinar o arquivamento”, registrou a 1ª Turma. O relator é o ministro Walton Alencar Rodrigues.
SeguirCom base na decisão do TCU sobre as alegações contra o saudoso reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC, na próxima semana irei adotar as providências cabíveis em face de possíveis abusos e irregularidades na conduta de agentes públicos federais.
— Flávio Dino ?? (@FlavioDino) July 8, 2023
Relembre o caso
Cancellier foi preso em setembro de 2017 pela Polícia Federal no âmbito da Operação Ouvidos Moucos, que apurava suspeita de irregularidades nos repasses ao curso de EaD (Ensino à Distância).
Mesmo sem acusação formal ele foi acorrentado na prisão, passou por revista íntima e sofreu execração pública. O caso levou ao afastamento dele da universidade. Três semanas depois ele cometeu suicídio.
Em um bilhete divulgado pelo irmão do reitor à época, e que passou por perícia, Cancellier escreveu: “Minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”.
*A reportagem conta com informações do Portal R7