TJSC aceita denúncia e prefeito de Três Barras vira réu na Operação Mensageiro

Luiz Divonsir Shimoguiri era o último prefeito investigado pela Operação Mensageiro que ainda não tinha se tornado réu

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Redação ND* Joinville

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A 5ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) aceitou a denúncia  contra o prefeito de Três Barras, no Planalto Norte do Estado, Luiz Divonsir Shimoguiri, nesta quinta-feira (24), no âmbito da Operação Mensageiro. Com isso, Shimoguiri se tornou réu no processo que apura o escândalo de corrupção no setor de coleta e destinação de lixo em municípios catarinenses.

Prefeito de Três Barras, Luiz Divonsir Shimoguiri, réu na Operação Mensageiro – Foto: /Reprodução/NDPrefeito de Três Barras, Luiz Divonsir Shimoguiri, réu na Operação Mensageiro – Foto: /Reprodução/ND

O prefeito de Três Barras era o único que ainda não havia se tornado réu na Operação Mensageiro. Luiz Divonsir Shimoguiri foi preso em abril deste ano, na 4ª fase da operação. De acordo com a investigação, o esquema envolvendo a Serrana Engenharia, atual Versa, teria movimentado ao menos R$ 1,4 milhões no município do Planalto Norte de Santa Catarina.

Além de Shimoguiri, outros quatro investigados pela Operação Mensageiro em Três Barras se tornaram réus nesta quinta-feira. São eles: Edenilson Enguel, ex-vereador; Ernani Wogeinaki, secretário de Agricultura e Meio Ambiente; Nilton Avanir Hurmus, agente de Contratação e Pregoeiro; e Paola Sabrina Pereira, ex-presidente do Samasa.

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A reportagem do Grupo ND entrou em contato com as defesas dos investigados. A defesa de Shimoguiri afirmou que irá conversar primeiramente com o prefeito para, então, se manifestar. Já os advogados dos outros quatro investigados em Três Barras afirmaram que irão esclarecer os fatos no processo.

Shimoguiri teve pedido de liberdade negado na Operação Mensageiro

A 5ª Câmara Criminal do TJSC também negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Luiz Divonsir Shimoguiri. No voto, a relatora, desembargadora Cínthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaeffer, defende que a prisão de Shimoguiri está “fundamentada na necessidade de resguardar à ordem pública”.

“Segundo consta, o Prefeito teria agido de forma a permitir que os editais licitatórios fossem feitos pelo próprio Grupo Serrana, não apenas terceirizando suas obrigações públicas, como também entregando o cofre do município ao grupo corruptor”, afirma a relatora.

*Com informações de Felipe Kreusch, repórter da NDTV Record.