TJSC aumenta pena de pai que matou a filha em SC

O crime ocorreu em abril de 2021 no Vale do Itajaí; Claudinei Tizon havia sido sentenciado a pouco mais de 43 anos de prisão

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Redação ND Blumenau

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A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) aumentou para para 67 anos, quatro meses e 24 dias de reclusão e mais cinco meses e 12 dias a condenação de Claudinei Tizon, acusado de matar a própria filha, Géssica Dias Tizon, e esfaquear quatro pessoas da família em Rodeio, no Vale do Itajaí.

Géssica Dias Tizon tinha 21 anos quando foi assassinada pelo próprio pai – Foto: Reprodução/Redes Sociais/NDGéssica Dias Tizon tinha 21 anos quando foi assassinada pelo próprio pai – Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND

No Júri, em agosto deste ano, o réu havia sido sentenciado à pena de 43 anos, três meses e seis dias de reclusão e três meses e 18 dias de detenção em regime inicial fechado.

Ele foi condenado por um feminicídio contra a sua filha, uma tentativa de feminicídio contra a esposa, duas tentativas de homicídio contra o cunhado e contra a sogra, todos qualificados pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa dos ofendidos, além de uma lesão corporal contra o sogro.

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A reforma da sentença condena Claudinei por tentativa de homicídio na qualificadora de traição, emboscada ou recurso que dificultou a defesa da vítima por duas vezes, tentativa de homicídio por recurso que dificultou a defesa da vítima, contra mulher, e no contexto de violência doméstica, homicídio com as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa do ofendido, contra mulher no contexto de violência doméstica, lesão corporal e em razão de crime hediondo.

Relembre o caso

Depois de 23 anos de casamento com um histórico de violência e ameaças, o réu manteve a esposa em cárcere privado dias antes dos crimes, dizendo que a mataria caso fosse denunciado à Polícia. No dia 11 de abril de 2021 a mulher conseguiu fugir para a casa dos pais e registrou boletim de ocorrência, com pedido de medidas protetivas.

Menos de cinco horas depois, antes que as medidas protetivas fossem deferidas, o condenado chegou na casa dos em sogros, em Rodeio. Entrou por um pomar que existia aos fundos, apontando uma carabina artesanal calibre 22 em direção à cabeça da esposa. O disparo não atingiu a mulher porque o sogro tentou pegar a arma, sendo atingido pelo réu na cabeça com a coronha.

Na sequência, a sogra empurrou Tizon, sendo por ele esfaqueada três vezes nas costas, até que o cunhado veio prestar socorro. Não satisfeito, o réu passou a esfaquear o cunhado, até chegar na sua esposa. Quando desferia estocadas no corpo da esposa, a filha, Géssica Diaz Tizon, implorou ao pai que não matasse sua mãe.

Claudinei segurou a jovem de frente para a mãe e golpeou o peito da filha com a faca que ela lhe havia dado de presente. Um dos golpes atingiu o coração da menina, levando-a a óbito no local. O réu foi desarmado pelo cunhado e fugiu do local

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