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Cabo do Exército de SC preso por apologia ao nazismo tem liberdade negada

Preso em outubro de 2024, investigação encontrou fotos do cabo do exército com grupo supremacista branco

JusCatarina Florianópolis

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Um cabo do Exército preso por apologia ao nazismo e propagar discurso de ódio teve a liberdade negada pelo TJSC (Tribunal de Justiça do Estado). O homem é parte do Primeiro Batalhão da Aviação do Exército em Santa Catarina e foi preso preventivamente em outubro de 2024.

Cabo do exército foi preso preventivamente em outubro de 2024 – Foto: TJSC/Divulgação/NDCabo do exército foi preso preventivamente em outubro de 2024 – Foto: TJSC/Divulgação/ND

A decisão unânime foi da Terceira Câmara Criminal, que negou o habeas corpus do cabo do Exército acusado pela “prática de preconceito racial, étnico, religioso e homofóbico, por intermédio da rede social Instagram e aplicativo Whatsapp, além de, em tese, distribuir e veicular símbolos, emblemas e propaganda contendo a cruz suástica, para fins de divulgação do nazismo”.

A defesa do cabo do exército argumentou que a prisão se baseou nas evidências encontradas no flagrante, que seriam “abstratas” e que não havia outros elementos para justificar que o homem representa risco para a ordem pública ou poderia interferir na investigação.

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No entanto, o Tribunal negou os argumentos e disse que “a prisão cautelar do paciente é necessária para impedir que ele volte a cometer crimes. G., em tese, propaga ideias nazistas e discurso de ódio, além de facilitar a corrupção de menores, não apenas pelas redes sociais, mas também de forma presencial, razão pela qual qualquer das outras medidas cautelares não são suficientes no presente caso”.

Conforme o desembargador Ernani Guetten de Almeida, o fato do preso fazer parte das Forças Armadas evidencia os crimes.

FOTOS: Cabo do exército teria feito apologia ao nazismo nas redes sociais

Na decisão, o desembargador citou as evidências encontradas de que o cabo do Exército em Santa Catarina fazia apologia ao nazismo e propagava discurso de ódio nas redes sociais.

Conforme o processo, o homem divulgou no Instagram uma foto com homens segurando uma faixa “Comunismo mata e destrói a todos”.

Na imagem, eles se posicionam atrás de outro cartaz escrito “Blood & Honor”, nome de um grupo supremacista branco, que possui na logo um fuzil, runas nórdicas e o sol negro — elementos usados por grupos extremistas para expressar racismo, supremacia branca e a defesa violenta contra minorias, segundo o Tribunal.

Uma segunda imagem mostra o cabo do Exército com outro homem em frente à cartazes com a suástica e o sol negro. Em uma terceira foto do inquérito, que não foi divulgada, o preso aparece sem camisa com uma tatuagem do número “88”, que é um código numérico utilizado para representar a saudação nazista “Heil Hitler” (já que letra H é a oitava do alfabeto).

Conforme a investigação, outra imagem mostra um evento feito em uma chácara na cidade de Campinas/SP, com o objetivo de comemorar o aniversário de Adolf Hitler. Na foto, o cabo do exército tira uma foto com um bolo decorado uma a suástica confeccionado pelo grupo, de ao menos 15 pessoas.

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    Imagem mostra cabo do exército e outro homem em frente a bandeiras com a suástica - TJSC/Divulgação/ND
    Imagem mostra cabo do exército e outro homem em frente a bandeiras com a suástica - TJSC/Divulgação/ND
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    Foto mostra grupo que cabo do exército é acusado de participar - TJSC/Divulgação/ND
    Foto mostra grupo que cabo do exército é acusado de participar - TJSC/Divulgação/ND
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    Preso tirou foto com bolo decorado com suástica - TJSC/Divulgação/ND
    Preso tirou foto com bolo decorado com suástica - TJSC/Divulgação/ND

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