‘Tortura, cárcere privado e homicídio’: confira a denúncia do MPSC no Caso Amanda Albach

Três pessoas apontadas pela morte de Amanda Albach Silva já estão presas de maneira preventiva desde a semana passada; MPSC entende que os réus devem ir ao Tribunal do Júri

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Redação ND Florianópolis

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As três pessoas apontadas pela morte de Amanda Albach Silva já estão presas de maneira preventiva desde a semana passada. Nesta terça-feira a 2ª Promotoria de Justiça de Imbituba ajuizou denúncia pelos crimes de tortura, cárcere privado, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

A denúncia já foi recebida pela Justiça. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), por intermédio da 2ª Promotoria de Justiça, ainda quer que os réus vão à Júri Popular, além de impor uma indenização aos “herdeiros da vítima”.

Amanda foi encontrada morta enterrada em uma praia de SC; MPSC entende que os envolvidos devem ir à Júri Popular – Foto: Reprodução/InternetAmanda foi encontrada morta enterrada em uma praia de SC; MPSC entende que os envolvidos devem ir à Júri Popular – Foto: Reprodução/Internet

Segundo a ação penal pública, os três teriam matado a jovem de 21 anos por acreditarem que a vítima faria parte de um plano orquestrado por uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas para executá-los, o que teria motivado os crimes.

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Investigações

As investigações reuniram provas da autoria e das circunstâncias dos crimes que indicariam a participação dos três na tortura, no cárcere privado, no homicídio de Amanda e na ocultação do cadáver dela.

Segundo o que foi apurado, a vítima teria vindo do Paraná, onde morava, passar o feriado de 15 de novembro na casa em que a acusada, que era sua amiga, morava com o companheiro e o cunhado. Amanda e os suspeitos, no dia 14 de novembro, foram a uma festa em Florianópolis.

Ao retornarem para Laguna, já no dia 15, os três denunciados mantiveram a vítima sob cárcere privado na casa, pois passaram a desconfiar que Amanda teria envolvimento com uma facção criminosa e participaria de uma emboscada contra eles.

Das 11h às 19h, além de mantê-la encarcerada, os três a teriam mantido sob a ameaça de uma arma de fogo e infringido intensa tortura mental para que ela falasse sobre a suposta armadilha.

Após mantê-la sob cárcere privado e a torturarem por cerca de oito horas, os dois homens e a mulher teriam amordaçado a vítima e a levado até a praia de Itapirubá do Norte, em Imbituba, onde ela foi morta, com um tiro na cabeça. O corpo foi enterrado no local da execução, em uma cova cavada na areia da praia.

Promotoria de Justiça

A promotora de Justiça Gabriela Arenhart denunciou os três por homicídio duplamente qualificado, já que o crime foi cometido por motivo torpe e sem dar chances de defesa a Amanda, que estava sozinha, amordaçada e foi levada a um lugar ermo.

Os suspeitos, agora réus na ação penal, também foram denunciados pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver.