Em um julgamento com duração de 15 horas, três integrantes de uma organização criminosa foram condenados por matar a viúva de um participante de facção rival em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Julgamento durou cerca de 15 horas – Foto: Fórum de Joinville/DivulgaçãoDe acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, um dos réus se aproximou da vítima pela internet para conquistar a confiança dela e identificar a rotina que ela tinha, a fim de planejar o crime.
Com isso, no dia 10 de dezembro de 2017, os outros dois réus invadiram a casa da vítima e a surpreenderam com disparos de arma de fogo. A mulher, que estava grávida de 15 semanas, não resistiu aos ferimentos e morreu.
SeguirNa ocasião, o primeiro réu estava no Rio de Janeiro, mas foi considerado o responsável por articular o crime e armar a emboscada. O trio ainda cooptou um adolescente, que também participou do homicídio.
A denúncia do MP dá conta de que a vítima teria participado de supostas emboscadas contra integrantes da facção da qual os réus faziam parte. O promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos argumentou que a motivação para o homicídio foi torpe.
“Além de ter sido executada contra as paredes de seu próprio quarto, sem rota de fuga, a vítima estava na companhia de seus filhos de tenra idade na residência e, pior, grávida de cerca de 15 semanas, embora não tenha ficado claro se os réus sabiam dessa circunstância”, afirmou.
O tribunal do júri condenou o trio por homicídio qualificado por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima, além do crime de organização criminosa. Dois deles ainda foram condenados por corrupção de menores.
O réu que planejou o crime terá que cumprir pena de 40 anos, cinco meses e oito dias de reclusão. Já os demais foram condenados a 34 anos, 10 meses e 13 dias de reclusão e a 28 anos, um mês e 20 dias de reclusão, todos em regime inicialmente fechado. Há possibilidade de recurso.