TSE sonegou relatório técnico da Polícia Federal recomendando voto impresso

Documento de 2018 ficou engavetado sem compartilhamento com Tribunais Regionais

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sonegou durante quase três anos um relatório técnico assinado por três peritos da Polícia Federal, recomendando a adoção do voto impresso nas eleições.

Barroso manteve sob sigilo documento relevante sobre voto impresso – Foto: R7/NDBarroso manteve sob sigilo documento relevante sobre voto impresso – Foto: R7/ND

Este relatório foi mantido em segredo no TSE na gestão do atual ministro Luiz Roberto Barroso, e durante todo o debate e votação na Câmara Federal sobre a adoção do voto auditável e impresso.

A manipulação foi revelada na sessão temática do Senado Federal. Os tribunais regionais também ignoravam a existência deste relatório.

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O presidente do TRE catarinense, desembargador Fernando Carioni, confirmou o conteúdo do relatório no “Conexão ND”, da Record News (YouTube: https://youtu.be/23AM9_mQvDk). O documento é datado de 2 de outubro de 2018, portanto, tem mais de três anos. E sua liberação só foi possível graças à intervenção do senador Esperidião Amin. O TSE negou a divulgação, mas ela foi autorizada pela Polícia Federal.

O desembargador Carioni havia se manifestado já em novembro de 2020, inconformado com o atraso na apuração do segundo turno da eleição municipal. Naquele ano, pela primeira vez, a totalização dos votos foi centralizada no TSE em Brasília.

Carioni, então Corregedor Regional Eleitoral, enviou ofício ao presidente Barroso, apelando pelo retorno tradicional de totalização pelos Tribunais Regionais. A resposta só veio quatro meses depois.

A tese da totalização nos Estados voltará a ser defendida no dia 17 de novembro durante reunião do Colégio de Presidente dos TREs.

O presidente do TRE-SC sustenta que a totalização da apuração pelos Tribunais Regionais está definida no Código Eleitoral e pela legislação eleitoral.