A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o empresário Luiz Carlos Bassetto Júnior, de 29 anos, por ofender e ameaçar o advogado Cristiano Zanin, no Aeroporto Internacional de Brasília, no início deste mês.
No relatório, apresentado ao TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), o delegado Paulo Renato Alvarenga Fayão apontou que três crimes cometidos durante a abordagem: ameaça, injúria e incitação ao crime, com penas de até um ano e seis meses de detenção. As informações são do Uol.
Empresário abordou advogado que defendeu Lula em aeroporto do DF – Foto: Reprodução/ YoutubeA Polícia Federal ainda apura se o agressor esteve presente em atos de vandalismo realizados em 8 de janeiro. Bassetto Junior, que mora em São Paulo, deverá esclarecer o que fazia no Distrito Federal no dia 11.
SeguirZanin, que é cotado para o STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu Lula na operação Lava-Jato e representou o atual presidente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de 2022 e 2018.
Abordagem
Bassetto Júnior se aproximou de Zanin no momento em que o advogado escovava os dentes. O empresário registrou a abordagem e ameaças com o próprio celular.
“Ele dispara impropérios direcionados a Cristiano, como ‘bandido’, ‘corrupto’, ‘safado’ e ‘vagabundo’, atingindo, assim, a sua honra subjetiva. Ainda dentro do mesmo contexto fático, o agressor ameaça a vítima. Nesse ponto, vale ressaltar que o ofensor –de forma extremamente acintosa– além de proferir os impropérios e ameaças, praticamente deixa a vítima encurralada. De mais a mais, ele publicamente, a pratica de crime de lesão corporal contra Zanin”, diz a Polícia Civil do DF.
Procurados pelo Uol, Luiz Carlos Bassetto Junior e Cristiano Zanin não quiseram se manifestar sobre o caso.
Através de nota, a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, disse repudiar qualquer ato de violência, seja física ou verbal. “A administradora informa que ainda não foi procurada oficialmente pelas autoridades competentes”, afirmou.
Imagens preservadas
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai usar registros para embasar ações independentes que serão apresentadas contra o agressor.
O órgão ainda decidiu criar um grupo de trabalho para responsabilizar cível, criminal e administrativamente indivíduos que ofenderem, agredirem ou discriminarem advogados por causa de sua atuação profissional.
“Essa prática de constrangimento à advocacia vem aumentando, demonstrando o interesse de uma parcela da sociedade em desvirtuar o ofício sagrado da advocacia perante os tribunais brasileiros”, diz a portaria que criou o grupo de trabalho.