Veja qual medida teria sido descumprida pelo prefeito de Criciúma, segundo o MPSC

Clésio Salvaro saiu da prisão no dia 26 de setembro e, na mesma data, foi recebido por apoiadores da Rua da Gente

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma afastado, deixou a prisão, no dia 26 de setembro, sob imposição de medidas cautelares. Na segunda-feira (30), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu que o político voltasse à prisão após ter descumprido, supostamente, uma delas, durante a recepção de apoiadores no primeiro dia da soltura.

Imagens da recepção para Clésio Salvaro em Criciúma – Foto: Reprodução/MPSC/Redes Sociais/NDImagens da recepção para Clésio Salvaro em Criciúma – Foto: Reprodução/MPSC/Redes Sociais/ND

Medidas cauteladas impostas ao prefeito de Criciúma

Entre as medidas cautelares impostas pela desembargadora Cinthia Beatriz Bittencourt Schaefer, ao prefeito de Criciúma afastado, estão:

  • Monitoração eletrônica por 90 dias, sem limitação de deslocamento;
  • Suspensão das funções públicas por 120 dias;
  • Proibição de ter qualquer forma de acesso ou contato com os demais denunciados nos presentes autos e também as testemunhas arroladas na denúncia;
  • Proibição de acesso e de frequência à Prefeitura Municipal de Criciúma e a qualquer outro órgão público municipal;
  • Proibição de frequentar toda e qualquer rede social e de conceder qualquer espécie de entrevista.

Conforme o MPSC, na noite do dia em que foi solto, Clésio Salvaro teria descumprido uma das medidas ao ter contato com um dos denunciados e com uma testemunha arrolada pela acusação na Operação Caronte. O órgão apontou que o fato aconteceu durante um encontro com correligionários na Rua da Gente.

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Clésio Salvaro, prefeito de CriciúmaClésio Salvaro entrou na lista de prefeitos presos em um único mandato em Santa Catarina – Foto: Clésio Salvaro/Redes sociais/Reprodução/ND

No despacho, imagens do encontro foram anexadas. O documento é assinadado pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Durval da Silva Amorim, além de outros seis promotores de Justiça de Santa Catarina.

“Os fatos retratados no relatório supramencionado não só traduzem o desrespeito do acusado para com a decisão judicial proferida em seu benefício, como também denotam que as medidas cautelares diversas da prisão não se revelam adequadas e suficientes para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal”, argumentou Durval da Silva Amorim.

Para a defesa, não houve iniciativa de Clésio Salvaro ao se aproximar de denunciado e de testemunha

Ao ND Mais, a defesa de Clésio Salvaro informou que “vai apresentar as suas razões para a ilustre desembargadora, no sentido de demonstrar que não houve qualquer iniciativa por parte do Salvaro tendente a aproximação de testemunhas ou outros denunciados, como está claro nas próprias fotografias apresentadas”.

Clésio Salvaro, prefeito de CriciúmaPrefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, foi preso no início de setembro – Foto: Divulgação/ND

A defesa do prefeito de Criciúma ressaltou que quanto ao episódio relatado pelo Ministério Público, “a vedação prevista em lei tem o sentido de evitar e proibir a procura por parte do acusado de pessoa em relação a qual se estabeleceu impedimento de diálogo ou conversação, fato verdadeiramente não ocorrido, a eximi-lo de qualquer conduta indevida”.

A reportagem tentou contato com Daniel Antunes, um dos denunciados na Operação Caronte e que aparece no registro fotográfico com o prefeito de Criciúma, no entanto, não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço está aberto.

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