Vereador de SC conhecido como ‘diabo loiro’ vai a júri e é absolvido após matar o padrasto

Crime aconteceu em 2014; júri entendeu que houve legítima defesa

Redação ND Blumenau

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Depois de 13 horas de julgamento, Diego Pandini, foi absolvido dos crimes de homicídio consumado contra o padrasto e tentativa de homicídio contra o irmão, ocorridos em maio de 2014. O Júri Popular foi nesta terça-feira (31), no Fórum da Comarca de Indaial.

Diego Pandini foi a júri e decisão foi pela absolvição do acusado, que matou o padrasto em 2014 – Foto: NDTV/Tribuna do PovoDiego Pandini foi a júri e decisão foi pela absolvição do acusado, que matou o padrasto em 2014 – Foto: NDTV/Tribuna do Povo

Segundo o Advogado Criminalista, Franklin Assis, foram oito anos desde o início do processo até a presente data em que a de legítima defesa foi confirmada pelo conselho de sentença. “Não há motivos para comemorar, pois há uma vítima, uma morte, e isso deve ser levado em consideração. Mas conseguimos comprovar a tese de legítima defesa, que foi inclusive compactuada pela acusação, e por isso o vereador Diego Pandini foi absolvido dos crimes”, explica.

Durante o julgamento foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. Ainda conforme Franklin Assis, durante os debates, acusação e defesa convergiram nas teses reconhecendo que o vereador agiu em legítima defesa. Para Diego Pandini, que hoje atua como vereador em Indaial, é um momento de alívio. Além de Franklin Assis e Luís Felipe Obregon, atuaram na defesa a equipe Franklin Assis Advogados Associados e o Advogado Diego Valgas.

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Nesta semana, a equipe do Tribuna do Povo conversou com Diego com exclusividade, ocasião em que ele falou novamente sobre o crime, sustentando a versão de legítima defesa.

Equipe de advogados de defesa junto com Pandini após o júri nesta terça-feira (31) em Indaial – Foto: DivulgaçãoEquipe de advogados de defesa junto com Pandini após o júri nesta terça-feira (31) em Indaial – Foto: Divulgação

O crime

Durante o julgamento ficou comprovado que na noite do crime, em 13 de maio de 2014, Jair de Andrade e Guilherme de Andrade, foram até a casa de Pandini com a intenção de brigar. Eles estavam alcoolizado e alterados.

Segundo as testemunhas, pai e filho jogaram pedras na residência e o chamavam para fora, sob xingamentos. Na ocasião a avó de Pandini, na época com 72 anos e com problemas de mobilidade, tentou intervir e acabou ferida, momento em que Diego apareceu para defender a avó. Após a briga entre os três, Jair de Andrade acabou ferido na cabeça, o que causou sua morte alguns dias depois.

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