Veterinária que tomou três doses da vacina contra Covid-19 é investigada

Mulher burlou o esquema de vacinação e publicou fotos nas redes sociais

R7 São Paulo

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Após a médica veterinária Jussara Sonner burlar o esquema de vacinação e receber ilegalmente três doses de imunizantes contra a Covid-19, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (1) que irá investigar a denúncia de fraude.

Médica veterinária recebeu três vacinas contra a Covid – Foto: Facebook/Reprodução/NDMédica veterinária recebeu três vacinas contra a Covid – Foto: Facebook/Reprodução/ND

A investigação do caso, que foi publicado nas redes sociais pela veterinária, deverá ser feita pela Comissão Especial Integrada, órgão responsável pela apuração de denúncias e aplicação de penalidades a quem furar a fila da vacinação.

Já a Secretaria Estadual da Saúde, por meio de nota, informou que todos os municípios recebem as doses de vacinas com as devidas orientações quanto à aplicação dos imunizantes, bem como a conferência e cadastro dos dados de cada pessoa vacinada na plataforma VaciVida.

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A pasta frisou ainda que compete também aos municípios monitorar e tomar as providências diante de eventuais situações de aplicação inadequada.

Na publicação, Jussara disse que havia sido imunizada, inicialmente, com as duas doses da Coronavac e se sentia “bastante incomodada”. Então, afirmou que aguardou por três meses, até que pudesse tomar a dose da vacina da Johnson, que foi distribuída pelos Estados Unidos aos países latino-americanos.

Em nota, o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, conhecido como Guti (PSD), disse que tomou conhecimento das postagens desta médica veterinária e imediatamente determinou que o caso fosse enviado ao Ministério Público.

“A Prefeitura não mede esforços para promover uma vacinação célere e eficiente, criando critérios objetivos para a contemplação de sua população. Mas não se pode fechar os olhos para abusos e fraudes que visem burlar esse sistema, ainda mais baseadas em motivações desprovidas de amparo científico que possam prejudicar grupos prioritários para a vacinação, como neste caso”, dizia o comunicado.

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