Alternativa ao surf e cada vez com mais adeptos, kitesurf colore praias de Florianópolis

Esporte considerado o mais próximo do surf cresce na Ilha e simboliza a adrenalina e qualidade de vida aos praticantes; evento reunindo desportistas acontece no Campeche

Diogo de Souza Florianópolis

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“Meu escritório é na praia”, exclamava Luis Di Pietro, 57, na ensolarada tarde de sexta-feira (5) no Campeche, em meio a dezenas de atletas. Até domingo ocorre um encontro de amigos, praticantes e simpatizantes do kitesurf, modalidade definida em um indivíduo com uma prancha sob os pés, com uma pipa amarrada à cintura, sustentada numa barra. Aos praticantes, é o esporte mais semelhante ao surf, que colore os céus e angaria cada vez mais simpatizantes em Florianópolis.

A modalidade ainda engatinha. Mesmo assim enche e entusiasma seus adeptos devido a sensação de “liberdade” e “adrenalina” aos que praticam. Às centenas de milhares de pessoas que frequentam a capital, há alguns anos, se deparam com objetos coloridos que impulsionam os surfistas em todos os pontos da Ilha.

Antes de falar mais sobre a modalidade, Di Pietro, que é morador do Campeche e instrutor, lembra que existem ramificações do kitesurf já que o que é praticado na Lagoa da Conceição, por exemplo, não é mesmo que é visto nas praias. “Esse é o kitewave, que é o que mais se aproxima do surf justamente porque é com o uso das ondas do mar”, resumiu Luis.

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Luis conta que o esporte, que é novo, teve uma adesão forte a partir de 2010 quando os desportistas migraram do surf para o kite. “É um esporte buscado pelo pessoal mais velho. Não é preciso remar tanto e os surfistas mais velhos estão aderindo a prática”, explicou Di Pietro. Ele revelou que foi surfista a vida inteira e atualmente, aos 57 anos, tem mais dificuldades para remar e passar arrebentação. “Aqui em Florianópolis é o melhor lugar do Brasil para praticar o kate e a qualidade de vida é isso aqui mesmo que tu estás vendo”, explicou, apontando em direção ao horizonte azul, que naquela tarde, era enfeitado por dezenas de pipas.

Reforçando que o evento que acontece no Sul da Ilha não é uma competição, e sim, uma confraternização, Luis revelou que devido ao vento que sopra na Ilha frequentemente, o kite aparece como excelente alternativa desportiva. “Floripa tem uma condição especial de mar, limpo, preservado, ondas boas e tem muito mais dias de kate do que de surf. Venta muito. São esportes semelhantes, mas distintos”, finalizou Luis antes de recolher sua prancha e sua pipa, e mais um dia em seu escritório.

Luis Di Pietro ressalta a identificação da Ilha com o colorido e a adrenalina do kitesurf - Marco Santiago/ ND
Luis Di Pietro ressalta a identificação da Ilha com o colorido e a adrenalina do kitesurf – Marco Santiago/ ND

Esporte plástico e mais parecido com o surf

Para o administrador Henrique Lins, 41, o esporte faz tanto sentido que recentemente ele se mudou para a região do Novo Campeche. Henrique corroborou com Luis, quando afirmou, com “toda certeza” que Florianópolis é a melhor cidade do País também para a prática do kitewave.

“Viajei por boa parte do Brasil e também já morei em outros lugares. Aqui, sem dúvida, é o melhor de todos”, exaltou.

Embora um esporte novo, Henrique descreve o kitewave como “plástico” e que se assemelha demais ao surf. “É um esporte novo, essa modalidade das ondas e é o mais próximo do surf pelas manobras e pelo local de prática. É um esporte muito plástico, muito bonito que colore e embeleza as praias”, se empolga.

Para Joana Carla Rodrigues, 25, natural de Osasco-SP e que passa férias na Ilha, o esporte atrai não só pelo colorido, mas “pelos homens bonitos” que se dedicam. “Eu acho muito legal. Nunca pratiquei e jamais teria coragem de praticar, mas curto ver o pessoal que anda e os homens que são muito lindos”, comentou, aos risos.

Kitesurf ganha novos adeptos nas praias da Ilha de Florianópolis - Marco Santiago/ ND
Kitesurf ganha novos adeptos nas praias da Ilha de Florianópolis – Marco Santiago/ ND

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