Biblioteca mais antiga de Joinville tem livro ‘hit’ e mais de 2 mil visitantes por mês

Em seus 73 anos de funcionamento, a Biblioteca Pública Municipal Prefeito Rolf Colin foi palco de diversos eventos e guarda centenas de histórias

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Mariana Costa Joinville

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Biblioteca mais antiga de Joinville tem livro ‘hit’ e mais de 2 mil visitantes por mês – Foto: Mariana Costa/NDBiblioteca mais antiga de Joinville tem livro ‘hit’ e mais de 2 mil visitantes por mês – Foto: Mariana Costa/ND

A biblioteca mais antiga de Joinville, a Rolf Colin, guarda diversas histórias, distribuídas entre um acervo de 49 mil livros e funcionários que passaram pela instituição nos seus 73 anos de funcionamento.

Atualmente, o local recebe cerca de 2.500 visitantes por mês no seu endereço original, na praça Lauro Müller, no Centro da cidade. Todos os meses, também, em média 1.862 obras são emprestadas.

História da biblioteca mais antiga de Joinville

Criada por decreto, em 1945, pelo então prefeito Arnaldo Moreira Douat, a biblioteca pública só entrou em funcionamento em 1952 e em 1964 ganhou o nome de Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin.

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Em 2012, o local passou por reformas, que custaram R$ 742 mil. A cobertura e o forro foram reconstruídos, os banheiros adequados, instalados equipamentos de acessibilidade, nova rede elétrica e pintura. Nesse período, a biblioteca funcionou no complexo Piazza Itália.

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    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Arquivo/Rogério Souza Jr./ND
    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Arquivo/Rogério Souza Jr./ND
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    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Reprodução/Prefeitura de Joinville/ND
    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Reprodução/Prefeitura de Joinville/ND
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    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Reprodução/Prefeitura de Joinville/ND
    Biblioteca ficou fechada por dois anos, até obras serem finalizadas - Reprodução/Prefeitura de Joinville/ND

Livro “hit” da biblioteca de Joinville

Na biblioteca pública municipal o livro A Biblioteca da Meia-Noite é o mais emprestado de 2025. A obra é centro de uma polêmica envolvendo o influenciador Felipe Neto.

Ele publicou em suas redes sociais uma crítica ao livro e gerou uma repercussão negativa envolvendo o seu nome. A polêmica, que aconteceu em 2023, foi amplamente discutida nas redes sociais, principalmente no BookTok – a comunidade literária do TikTok.

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    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
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    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
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    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
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    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND
    Felipe Neto critica livro e leitores se revoltam. - Instagram Felipe Neto/ND

Quem é o funcionário mais antigo da biblioteca

Apaixonado por literatura, Osmar João Pavesi diz que seu trabalho na Biblioteca Pública Municipal Prefeito Rolf Colin, em Joinville, aconteceu ao acaso – e essa casualidade se estendeu ao longo dos últimos 28 anos. O pedagogo é responsável pela tradução das obras do acervo para o braile.

Seu trabalho ajuda pessoas com deficiência visual, sejam de baixa visão ou cegas, a terem acesso a livros diariamente na biblioteca mais antiga da cidade do Norte catarinense.

“Meu sentimento é de alegria, de dever cumprido, de muita utilidade naquilo que eu faço. As pessoas cegas têm muita necessidade de acessibilidade nessa questão da literatura, da informação, da cultura”, relata Pavesi.

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    Quem é o funcionário mais antigo de biblioteca de SC e como seu trabalho ajuda pessoas cegas - Mariana Costa/ND
    Quem é o funcionário mais antigo de biblioteca de SC e como seu trabalho ajuda pessoas cegas - Mariana Costa/ND
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    Osmar João Pavesi atua há quase 28 anos na biblioteca pública - Arquivo/Fabrício Porto/ND
    Osmar João Pavesi atua há quase 28 anos na biblioteca pública - Arquivo/Fabrício Porto/ND
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    Osmar João Pavesi atua há quase 28 anos na biblioteca pública - Arquivo pessoal/ND
    Osmar João Pavesi atua há quase 28 anos na biblioteca pública - Arquivo pessoal/ND

Acervo acessível

A Biblioteca Pública Municipal Prefeito Rolf Colin possui um acervo de 49 mil livros, que em maior parte foram doados pela comunidade. Desse total, 645 já contam com uma versão em braile e 183 em audiolivro.

“Nós começamos esse trabalho de áudio lá atrás com a boa e velha fita cassete. E aí ao longo do tempo veio o CD, que já está em desuso também, mas ainda tem público”, conta.

Pavesi revela que, atualmente, a maior procura é por livros digitais acessíveis. “As pessoas estão cada vez mais utilizando o celular, o computador, e aí através de aplicativos, leitores de tela – tanto de computador quanto de celular – as pessoas têm mais acesso, facilidade e até mais rapidez na leitura dos livros”, diz.

Ainda segundo ele, a procura pelo digital supera amplamente a demanda de livros em braile e CD nos dias atuais. Na biblioteca Rolf Colin, a tradução das obras para o digital acessível ocorre por meio do OCR (reconhecimento ótico de caracteres).

“Esse reconhecedor traz pequenos equívocos em alguns determinados caracteres. Então depois que ele [o livro] é escaneado, a gente faz todo o trabalho de correção e entrega para o usuário”, detalha Pavesi.

Ele ainda explica que esse trabalho é voltado exclusivamente para o público com deficiência visual, devido à Lei de Direitos Autorais que protege a produção e disseminação de livros.

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    Livros são digitalizados para o digital e corrigidos para serem emprestados a pessoas com deficiência visual - Mariana Costa/ND
    Livros são digitalizados para o digital e corrigidos para serem emprestados a pessoas com deficiência visual - Mariana Costa/ND
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    Livros são digitalizados para o digital e corrigidos para serem emprestados a pessoas com deficiência visual - Mariana Costa/ND
    Livros são digitalizados para o digital e corrigidos para serem emprestados a pessoas com deficiência visual - Mariana Costa/ND

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