Conheça 6 mães inspiradoras da literatura mundial

As mães literárias refletem as reais, com suas qualidades e imperfeições. Não medem esforços para garantir o bem estar dos filhos, enquanto batalham para não esquecer seus próprios objetivos

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Pâmela Schreiner Florianópolis

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Nem sempre elas são protagonistas, mas certamente influenciam o caráter e até modificam o destino dos personagens principais. Na vida real ou na literatura, as mães têm papel de destaque. Cuidam, protegem, criticam as decisões erradas, comemoram as conquistas, acolhem nos momentos difíceis e aconselham nas incertezas. São as coadjuvantes mais importantes de qualquer história.

As mães literárias refletem as mães reais, com suas qualidades e imperfeições. Não medem esforços para garantir o bem estar dos filhos, enquanto batalham para não esquecer seus próprios objetivos. No texto desta semana, para homenagear as mamães leitoras, selecionei algumas figuras maternas marcantes da literatura mundial.

Úrsula Iguarán – Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)

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Neste grande clássico da literatura latina, acompanhamos diferentes gerações dos Buendía, família que vive num vilarejo remoto e fictício chamado Macondo. A vida dos filhos, netos, bisnetos e trinetos é marcada por sofrimento, sonhos, delírios, conquistas e muitas pequenas batalhas diárias.

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Durante todo o livro, pessoas nascem, morrem, chegam à vila, deixam Macondo, voltam arrependidas, no entanto uma personagem se mantém constante: Úrsula Iguarán, a matriarca da família. Severa, mas ao mesmo tempo bondosa, forte, honesta e justa, sempre lutou pelo bem dos filhos, porém nunca passou a mão na cabeça de ninguém.

Úrsula molda as características de todos os seus descendentes, mantém a lucidez enquanto o marido e os demais homens Buendía esquecem a realidade e perseguem guerras e sonhos inalcançáveis e ainda faz de tudo para preservar os alicerces da família. A personagem é tão importante, que é a única a viver de fato os “cem anos de solidão” do título do livro, aparecendo em todas as fases da obra.

Marmee March – Mulherzinhas (Louisa May Alcott)

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Um livro escrito e protagonizado por mulheres fortes. “Mulherzinhas” acompanha a infância, a adolescência e a vida adulta das irmãs March. Jo, Meg, Beth e Amy sempre foram unidas e apoiaram umas às outras, apesar dos pequenos desentendimentos e desencontros.

Cada irmã tem características muito próprias. Jo é impulsiva, enquanto Beth é doce, Meg é sonhadora e Amy é pretensiosa. Entretanto todas possuem uma linda qualidade herdada da mãe: a bondade.

A matriarca Marmee não teve uma vida fácil. Cuidou, educou e sustentou sozinha as quatro filhas, enquanto o marido lutava na Guerra Civil. Superou desafios para manter a família unida, nunca hesitou quando uma das meninas precisou de ajuda e sempre ofereceu os melhores conselhos para que elas alcançassem seus sonhos.

Violet Bridgerton – Série Os Bridgertons (Julia Quinn)

Violet Bridgerton – Foto: Divulgação Netflix / NDViolet Bridgerton – Foto: Divulgação Netflix / ND

A famosa série de época de Julia Quinn (que ganhou ainda mais reconhecimento com a série homônima da Netflix) conta a história dos Bridgertons, uma família de oito filhos da alta sociedade inglesa. Cada livro é protagonizado por um dos irmãos e mostra como cada um encontrou o amor em um período marcado por casamentos forçados.

Inicialmente, “Os Bridgertons” tinha oito livros, mas a autora sentiu que uma personagem coadjuvante merecia mais destaque: Violet Bridgerton, a matriarca da família, que ganhou um conto só para ela no nono volume da série. Querida pelos fãs, Violet criou os oito filhos sozinha após perder o marido.

Pode não ter lidado de maneira perfeita com os dramas de cada um, porém nunca negou um abraço, um conselho ou qualquer tipo de ajuda aos filhos. Violet ainda tentou ensinar que o amor é o aspecto mais importante de um relacionamento e sempre se manteve espirituosa com as conquistas da família.

Ângela Cristina – Fala sério, Mãe! (Thalita Rebouças)

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A mãe brasileira desta lista é muito especial para mim. Thalita Rebouças foi uma das primeiras autoras que eu li quando era adolescente e “Fala sério, Mãe!” mudou a maneira como eu me relacionava com a minha própria mãe. O livro me fez entender que a nossa mãe pode ser a nossa melhor amiga.

Marcada pelo bom humor, a obra acompanha o desenvolvimento de Maria de Lourdes, a primogênita de Ângela Cristina. O livro começa quando a matriarca ainda está grávida e termina quando a protagonista completa 21 anos. Thalita fala sobre dramas vivenciados por todas as mulheres: a primeira menstruação, as decepções amorosas, a dificuldade em escolher uma carreira…

Contudo, o aspecto mais importante do livro é o relacionamento entre mãe e filha. Ângela Cristina pega no pé da primogênita, mas sempre pensando no seu bem. É divertida, protetora, companheira, carinhosa e, apesar das discussões clássicas entre mãe e filha, aos poucos se transforma na melhor amiga de Malu (apelido que ela gosta, porém a mãe odeia).

Isabel Pullman – Extraordinário (R. J. Palacio)

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A história de “Extraordinário” já emocionou muitos leitores. O livro fala sobre August Pullman, carinhosamente chamado de Auggie, que nasceu com uma síndrome rara. Ele tem uma deformidade facial e passou por muitas cirurgias. Na obra, o pequeno precisa enfrentar seu maior desafio até então: ir para a escola e conhecer novos amigos.

O livro aborda assuntos como bullying, aceitação e amor. Auggie é um protagonista esperançoso e sonhador, que recebe o apoio de uma família extremamente unida, liderada por uma mãe forte e que se dedica de corpo e alma aos filhos. A personagem até esquece seus próprios sonhos para realizar as vontades dos pequenos.

Isabel Pullman protege Auggie de maneira fervorosa, mas também entende que o menino precisa voar com as próprias asas. É ela quem sugere que o filho comece a frequentar uma escola, pois entende que não é capaz de ensinar tudo o que a criança necessita.

Madeline, Celeste e Jane – Pequenas Grandes Mentiras (Liane Moriarty)

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Talvez o livro mais dramático desta lista, mas que contempla três mulheres que, apesar de possuírem inúmeros defeitos, nunca falharam na tarefa de ser mãe. “Pequenas Grandes Mentiras” acompanha a rotina de uma pacata cidade, onde todos se conhecem. Até que um trágico assassinato modifica o cotidiano do local e a vida de Madeline, Celeste e Jane.

O crime é o principal mistério deste bestseller do New York Times, porém a obra tem diversas outras nuances, entre elas, a maternidade. Madeline é um pouco difícil de lidar, mas sempre buscou estar presente em todos os momentos da vida dos filhos. Celeste tenta se mostrar a mãe perfeita, só que enfrenta problemas no relacionamento e isso acaba impactando as crianças. Já Jane se tornou mãe muito jovem, é superprotetora, mas nunca duvidou da palavra do filho.

Como todas as mães, Madeline, Celeste e Jane são desafiadas todos os dias. Independentemente dos problemas pessoais, sempre colocaram os filhos em primeiro lugar e até passaram por situações extremas para proteger a família. Para superar as adversidades, encontram umas nas outras um porto seguro e se ajudam em todos os contratempos.