A capital de Santa Catarina vai receber bibilioteca comunitária composta apenas por autores negros. O Projeto tem a previsão para inauguar no dia 25 de julho e possui como objetivo valorizar a literatura e a cultura afro-brasileira, visando impactar não só a comunidade local, mas também pessoas de outras regiões.
Fachada da Biblioteca Comunitária do Centro Cultural Escrava Anastácia. – Foto: MPT-SC/Divulgação/NDA biblioteca comunitária do CCEA (Centro Cultural Escrava Anastácia), localizada no Balneário Estreito, em Florianópolis, começou a ser construída com recursos destinados pelo MPT-SC (Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina) e tem um orçamento de R$ 140 mil.
A área de aproximadamente 50m² vai abrigar o espaço idealizado para beneficiar diretamente 230 jovens entre 14 e 24 anos de idade, atendidos nos programas Rito de Passagem e Jovem Aprendiz, prioritariamente negros, de famílias com baixa renda familiar.
SeguirTambém estão incluídos moradores de comunidades socialmente vulneráveis, além de moradores da Grande Florianópolis e de outras cidades do Estado.
O local também será palco de apresentações e lançamentos de obras, outras atividades relacionadas ao acervo literário ou ao principal tema da biblioteca, que é a valorização da cultura literária afrodescendente brasileira.
Representatividade
Apesar de representar mais da metade da população no Brasil, pessoas negras são minorias no que tange a acessos e direitos, e seguem resistindo e lutando assim como em outras partes do mundo.
Segundo o IBGE, 54% da população brasileira é negra, mas apenas 27% dos cargos legislativos são ocupadas por negros.
Quando se trata das mulheres negras, o quadro é ainda mais crítico, pois elas representam 28% da população e apenas 2% no Congresso Nacional.
Para o procurador Luciano Carlesso, apoiar a iniciativa do CCEA na concretização da biblioteca, é dar oportunidades não apenas para valorizar, incentivar e resgatar a cultura afrodescendente, mas “possibilitar a ação e reflexão no enfrentamento do racismo, opressão e exclusões existentes em nossa sociedade”.