Forte participação de escritores negros na 1ª Bienal do Livro de São José

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Amanda Santos Florianópolis

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A 1ª Bienal do Livro de São José começa nesta quarta-feira (7) e vai até o dia 11, no Centro Multiuso. Entre os autores estarão presentes referências negras catarinenses com livros publicados pela editora Cruz e Sousa, fundada pelo historiador Fabio Garcia (que também e autor de vários exemplares).

Da esquerda para direita: Jeruse Romão, Maurício Pestana, Priscila Freitas, Solange Adão, Giselle Marques e Eliane Debus estarão presentes com suas obras – Foto: escritores negros na bienal do livro de sao joseDa esquerda para direita: Jeruse Romão, Maurício Pestana, Priscila Freitas, Solange Adão, Giselle Marques e Eliane Debus estarão presentes com suas obras – Foto: escritores negros na bienal do livro de sao jose

Entre elas a professora Jeruse Romão, autora do livro biográfico de Antonieta de Barros. Além dela, a artista Solange Adão, responsável pela obra “A Casa do meu avô”, e Priscila Freitas, da obra infantil “O orocongo do menino gentil”.

Maurício Pestana também aparece com o livro “A empresa  antirracista”, que aborda como os CEOs lidam para incluírem negros em suas grandes corporações. Giselle Marques fala sobre “O mundo de Oyá”, e Eliane Debus mostra duas obras infantis disponíveis na editora: “Triolé, triolé” e “Antonieta”.

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Os dias também serão repletos de palestras, autógrafos, palestras de autores renomados e espaço destinado a sarau literário.

Em uma publicação no site da prefeitura, a diretora da Fundação Educação de São José, Maria Helena Krüger, contou que uma das intenções é mostrar que a leitura tem que servir para a busca da criação e inovação que a sociedade necessita.

Maria Helena também assumiu o propósito de atrair a participação dos bibliotecários, imprescindíveis no cotidiano escolar. “Eles são os grandes fomentadores nas escolas. As bibliotecas públicas são espaços de convivência, criação, leitura e de formação de novos escritores”.

Sobre a editora Cruz e Sousa

Fundada em 2018 pelo escritor e historiador Fabio Garcia, a editora é uma empresa preocupada com a preservação, divulgação e promoção da temática étnico-racial no sul do Brasil.

Tem como missão a valorização dos escritores(as) negros que se dedicam à pesquisa da cultura afro-brasileira. O nome da editora é uma homenagem ao poeta simbolista João da Cruz e Sousa (1861-1898), autor de enorme prestígio literário, cuja a obra e trajetória de vida influenciou e influencia o despertar pela leitura.

O historiador que escreveu livros renomados, como a obra finalista do prêmio Jabuti que fala sobre a história do escritor Ildefonso Juvenal, ressalta que a intenção e importância desta participação na 1ª Bienal do Livro no município é exatamente promover e difundir os escritores negros para, então, incentivar a diversidade cultural no Estado e também no país.

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