Gilberto Gil assumiu na última sexta-feira (8) a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura sucedeu o jornalista e advogado Murilo Melo Filho. Em seu discurso de posse, ele disse que entre as honrarias da vida, entrar na Academia “tem uma dimensão especial”.
Gilberto integrou Academia Brasileira de Letras – Foto: Internet/Reprodução/ND“Não só porque a Academia Brasileira de Letras é a casa de Machado de Assis, escritor universal, afrodescendente como eu, mas também porque a ela representa a instância maior, que legitima e consagra, de forma perene, a atividade de um escritor ou criador de cultura em nosso país”, iniciou seu discurso.
“Sou filho de uma professora primária e um médico. A eles devo o meu amor às letras e música. A imagem dos meus pais está comigo nessa noite e sua memória para mim é uma benção”, disse. Gilberto foi eleito com 21 votos ainda no dia 4 de novembro de 2021.
SeguirNa Academia, ele irá estreitar os laços do movimento com a música e a cultura popular brasileira, visto que já lançou mais de 50 álbuns que mesclam influências do rock em gêneros como os da música africana, funk, disco e reggae.
Ele foi ainda um dos criadores do Movimento Tropicalista nos anos de 1960, ao lado de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, e é autor de músicas consagradas como Procissão, Domingo no Parque e Aquele Abraço.
O músico já assinou também 4 obras literárias, como “O poético e o político e outros escritos”, de 1988, com Antonio Risério; “Gilberto bem perto”, de 2013, com Regina Zappa; “Cultura pela Palavra”, de 2013, com Juca Ferreira; e “Disposições amoráveis”, de 2016, com Ana de Oliveira.
*Com informações da Agência Brasil