O escritor Marcos Laffin tomou posse da cadeira número 9 da ACL (Academia Catarinense de Letras). A solenidade foi realizada na última quinta-feira (10), no Clube do Cinema. Gilberto Gerlach, no CIC, em decorrência de reformas realizadas na Casa José Boiteux.
Marcos Laffin tomou posse na cadeira 9 da Academia Catarinense de Letras – Foto: Divulgação/NDMarcos é natural de Jaraguá do Sul, mas residiu muitos anos em Joinville, onde participou da fundação do Grupo de Poetas Zaragata. Desde 1997 fixou residência em Florianópolis, onde foi professor do departamento de contabilidade da UFSC.
Além de ser especializado em contabilidade gerencial, doutorado em engenharia de produção e pós-doutorado em contabilidade, fazia parte de diversos grupos de poesias e, em 2010, recebeu o prêmio Mérito da Academia Catarinense de Letras, categoria Poema com seu livro “Tempo dentro do tempo”.
SeguirEm seu discurso, o novo “imortal” destacou que, dentre seus objetivos com a Academia, está a sensibilidade e a interlocução da arte com o mundo real, evidenciando o atual cenário mundial.
“Espero que sejamos espelhos refletindo – a cultura da terra nossa de cada dia. E mais, faço um registro sobre os momentos de extrema demência que o mundo assiste, vive e não reage, na Guerra provocada pela Rússia. […] Não há democracia e nem civilização quando o outro é arrancado de sua terra e por ela é assassinado. […] O mundo, as nações e os organismos internacionais estão em esclerose da sensibilidade. E nós, ao silenciarmos no absurdo da guerra também morremos”.
Marcos Laffin em discurso de posse da cadeira 9 da ACL – Foto: Divulgação/NDApós a sua aposentadoria, o escritor se dedicou inteiramente à produção literária, e a eleição para Academia Catarinense de Letras faz parte do seu projeto de vida.
“Ter sido eleito para ocupar a cadeira 9 da ACL tem muitos significados. Um deles diz respeito às responsabilidades que devem ser assumidas. Destaco que a ACL completou em 2020, 100 anos de fundação. [..] São compromissos assumidos junto à história das pessoas, com os fatos, com a língua vernácula, com a literatura, com a arte e com a cultura, processos iniciados e desenvolvidos nesses 101 anos”, comenta.
O escritor destaca um significado especial e particular para ele sobre a eleição. Citando Lauro Junkes, Laffin exalta a vitalidade da linguagem, dando cumplicidade a uma das maneiras de compreender o mundo e os movimentos em suas realidades.
“Certamente estou ciente de que muitos outros significados irão se impor na companhia dos Acadêmicos da Academia Catarinense de Letras”, finaliza.
Marcos Laffin, sucede o professor, escritor e ex-reitor da Udesc, João Nicolau Carvalho, que morreu em 2021.
Acadêmicos da Academia Catarinense de Letras – Foto: Divulgação/ND