Rainha das comédias românticas, Sophie Kinsella diverte leitores com protagonistas hilárias

Autora é famosa pela série protagonizada por Becky Bloom, uma jornalista viciada em compras, mas já publicou mais de 30 livros com mulheres fortes, engraçadas e muito reais

Pâmela Schreiner Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Poucas vezes eu ri alto enquanto estava lendo, mas tem uma autora que sempre consegue me fazer abrir sorrisos durante a leitura: Sophie Kinsella, uma das maiores escritoras do gênero chick lit da atualidade.

Famosa pela série “Shopaholic”, da personagem Becky Bloom, Sophie Kinsella na verdade é o pseudônimo da britânica Madeleine Sophie Townley. Engraçada, sarcástica e criativa, a escritora merece um texto só para ela!

Sophie KinsellaAutora é um dos maiores sucessos do gênero chick lit – Foto: John Swannell/Divulgação/ND

Apesar de ter feito sucesso na literatura, com mais de 30 livros publicados, Sophie se formou em Política, Filosofia e Economia, além de ter trabalhado como jornalista financeira.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

No mercado editorial, a autora lançou a primeira obra, “The Tennis Party” (sem tradução para o português) em 1995, sob outro pseudônimo, de Madeleine Wickham. Com o mesmo nome, ela escreveu mais seis livros.

No entanto, o sucesso veio apenas em 2000, com a série focada em Becky Bloom, uma jornalista especializada em economia (inspiração na autora?) que é viciada em compras e não consegue controlar as próprias finanças, buscando formas mirabolantes de pagar o cartão de crédito.

A autora enviou o manuscrito sob o pseudônimo Sophie Kinsella para a editora que já publicada seus livros. O primeiro volume conquistou o público e a crítica, transformando a obra em série e ganhando uma adaptação para o cinema em 2009.

Atriz Isla Fisher interpretou Becky Bloom nos filmes – Foto: Walt Disney Motion Pictures/Divulgação/NDAtriz Isla Fisher interpretou Becky Bloom nos filmes – Foto: Walt Disney Motion Pictures/Divulgação/ND

A identidade de Sophie só foi revelada em 2003, com o lançamento de “Os segredos de Emma Corrigan”. Desde então, a autora já foi traduzida para 40 idiomas e vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo todo.

Os melhores livros

Sophie será sempre lembrada pela icônica personagem Becky Bloom, porém há muitos livros para os leitores se divertirem com sua escrita bem-humorada. O primeiro que li foi “Minha vida (não tão) perfeita”, lançado em 2017 no Brasil.

O livro conta a história de Cat, que parece ter uma vida perfeita, mas apenas no Instagram. Ela acaba demitida do emprego e decide passar um tempo com a família na cidade natal, ajudando o pai e a madrasta a transformarem a fazenda em um camping de luxo.

Até que a ex-chefe de Cat (que na verdade se chama Kati, ela mente sobre o próprio nome) vai passar as férias no local e a protagonista tenta decidir se deve se vingar da mulher que arruinou seus sonhos ou recuperar o emprego.

Livros da Sophie KinsellaSophie Kinsella escreve comédias românticas com protagonistas independentes e engraçadas – Record/Divulgação/ND

Outro favorito pessoal é “Mas tem que ser mesmo para sempre?”, publicado em 2018. No livro, acompanhamos um casal que aparentemente vive feliz (até demais, já que um até completa as frases do outro).

Até que Sylvie e Dan vão ao médico e descobrem que têm a saúde tão boa, que provavelmente vão viver mais 60 anos juntos. Aí uma crise se instala entre o casal. Para manter o amor vivo, eles decidem fazer pequenas surpresas um para o outro, mas alguns contratempos acontecem.

Outro clássico da autora e um dos preferidos dos fãs é “O segredo de Emma Corrigan”, lançado em 2005. O livro é protagonizado por Emma, que se vê em uma viagem de avião cheia de turbulências, acredita que vai morrer e acaba compartilhando seus segredos com um estranho.

No entanto, para o desespero da protagonista, ela descobre que o tal estranho é o presidente de uma das filiais da empresa que Emma trabalha. A vida até então tranquila da jovem desanda e toma rumos inesperados.

Sobre o gênero chick lit

Geralmente escritos e protagonizados por mulheres, os livros do gênero colocam a personagem em uma situação desafiadora, mas ao mesmo tempo cômica e que a fará crescer muito pessoal e (às vezes) profissionalmente.

O romance também está presente, porém nem sempre como foco principal. Obras do gênero provavelmente farão o leitor se divertir, rir alto e simpatizar com os dramas da protagonista.

A obra pioneira do chick lit foi “O diário de Bridget Jones”, lançado em 1996 por Helen Fielding. O livro conta a história de uma mulher de 30 e poucos anos solteira, que quer arrumar um namorado, parar de beber e fumar e ainda emagrecer.