O cultivo de moluscos foi suspenso em dez localidades de Santa Catarina nesta sexta-feira (27) pela Secretaria de Estado da Agricultura em razão da alta concentração de ficotoxina ácido okadaico nos animais.
Cultivo de moluscos foi suspenso devido à alta concentração de ficotoxina ácido okadaico – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação/NDNas áreas de Barro Vermelho, Tapera, Sambaqui e Praia do Forte, em Florianópolis; Praia do Cedro, Praia do Pontal, Enseada do Brito e Maciambu, em Palhoça; Laranjeiras, em Balneário Camboriú, e Fazenda da Armação, no município de Governador Celso Ramos, estão proibidas a retirada e a comercialização de ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e em beiras de praias.
Interdição por concentração de ficotoxina ácido okadaico
A interdição é necessária quando é detectada uma concentração de ficotoxina ácido okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves. Quando consumida por humanos, a substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.
SeguirA Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) intensificou as coletas para monitorar as áreas de produção de moluscos interditadas e arredores.
Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção suspensos serão liberados somente após dois resultados consecutivos demonstrarem que os moluscos estão aptos para o consumo.
Localidades liberadas parcialmente
Permanecem parcialmente interditadas as áreas de Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, também em Florianópolis. Nessas localidades está autorizada a retirada e a comercialização apenas de ostras. O fato ocorre devido ao resultado positivo para a ficotoxina ácido okadaico em mexilhões, mas negativo para as ostras.