Agrotóxico proibido pela Anvisa é encontrado no Rio Camboriú

Relatório mostra presença de substâncias mesmo depois do tratamento da água; Ministério Público investiga possível contaminação

Kassia Salles Itajaí

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) moveu um inquérito civil para apurar uma suposta contaminação na água do Rio Camboriú, que abastece tanto Camboriú quanto Balneário Camboriú.

O que motivou a ação foi uma coleta feita em quatro pontos do rio, que resultou em um diagnóstico preocupante: agrotóxicos, inclusive uma substância proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), foram encontradas na água, inclusive depois do tratamento.

Rio abastece as cidades de Camboriú e de Balneário Camboriú – Foto: Aresc/DivulgaçãoRio abastece as cidades de Camboriú e de Balneário Camboriú – Foto: Aresc/Divulgação

Segundo a promotora de Justiça de Camboriú, Greicia Souza, a partir desta denúncia, a Aresc (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina), foi notificada.

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Durante o monitoramento foram feitas 71 coletas. Cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados, entre eles o Carbofurano, pesticida proibido no Brasil desde 2017, que é classificado como Grau 1, ou seja, extremamente tóxico.

Este tipo de pesticida é usado no tratamento de sementes ou em aplicações no solo, para evitar o ataque de pragas presentes na terra. Outra substância, Bentazona, usado no milho e no arroz – cultura comum em Camboriú – também foi encontrada na água.

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    Coletas foram feitas antes e depois do tratamento - Aresc/Divulgação
    Coletas foram feitas antes e depois do tratamento - Aresc/Divulgação
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    Monitoramento apontou presença de cinco substâncias no Rio Camboriú - Aresc/Divulgação
    Monitoramento apontou presença de cinco substâncias no Rio Camboriú - Aresc/Divulgação
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    Aresc, órgão regulador, fez 71 coletas - Aresc/Divulgação
    Aresc, órgão regulador, fez 71 coletas - Aresc/Divulgação

O diretor geral da Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú), Douglas Costa Beber, explica que a empresa é responsável pela captação, tratamento e distribuição da água, e que participou de todas as análises. Além disso, ele afirma que a empresa atende todas as exigências legais de tratamento de água.

Segundo o presidente da Fucam (Fundação do Meio Ambiente de Camboriú), Valmor Dalago, o caso deve ser investigado, para apurar de onde vem estas substâncias.

Já a gerente de fiscalização da Aresc, Luíza Burgardt, fala que é preciso tratar todas as causas do problema, e não só as consequências. Para isso, segundo ela, é importante que todos os órgãos fiscalizadores se juntem.

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