Alta concentração de ácido provoca interdição de áreas de cultivo de moluscos em SC

Foi proibida a retirada, a comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões; veja quais são os sintomas provocados pela contaminação

Redação ND Florianópolis

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Grande parte da produção nacional de mexilhões, ostras e vieiras é cultivada em Santa Catarina. Porém, a alta concentração de ficotoxina AO (Ácido Ocadaico), provocou a interdição de três áreas de cultivo de moluscos no Estado. O anuncio foi feito pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.

Nessas localidades está proibido retirar, comercializar e consumir ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos, inclusive nos costões, parcéis e beira de praia – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom/Divulgação/NDNessas localidades está proibido retirar, comercializar e consumir ostras, mexilhões, vieiras, berbigões e seus produtos, inclusive nos costões, parcéis e beira de praia – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom/Divulgação/ND

A medida foi tomada para evitar a contaminação durante o consumo dos produtos. Foi proibida a retirada, a comercialização de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões.

As regiões interditadas são:

  1. Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis;
  2. Ponta do Papagaio, em Palhoça;
  3. Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas.

A secretaria pede a atenção com a procedência dos moluscos bivalves comprados pelos restaurantes e pela população, para que sejam produtos com Serviço de Inspeção Oficial (SIM, SIE, SIF).

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“As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicadas para que tomem as providências pertinentes as suas áreas de atuação”, afirmou a secretaria.

A liberação das áreas afetadas será feita após a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) fazer novas coletas dos locais, porém, dependendo dos resultados pode ser realizada a manutenção da interdição.

A secretaria também pede que em caso de sintomas de contaminação, como náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia, os consumidores devem procurar atendimento em uma unidade de saúde e realizar a notificação à Vigilância Epidemiológica ou Vigilância Sanitária municipal.