Ambientalistas de Balneário Camboriú, Litoral Norte de Santa Catarina, cobram mais agilidade na retirada dos destroços do Dejour Club, clube flutuante que naufragou durante o ciclone extratropical que atingiu a região no começo de agosto.
Os pedidos foram protocolados no Ministério Público e em outras instituições, pedindo o recolhimento dos destroços, que começaram a aparecer nos costões e praias do litoral catarinense logo após o acidente.
Estrutura naufragou durante o ciclone que atingiu Santa Catarina no começo de agosto e destroços foram parar nos costões do litoral – Foto: Instituto Anjos do Mar/Divulgação/NDSão estruturas metálicas, de plástico ou até de tecido que começaram a aparecer nas pedras. O clube ficava na Barra Sul, em um local provisório, quando se desprendeu e foi levado pelo forte vento e violentas ondas.
Na Praia das Conchas, ao lado da Praia do Buraco, em Balneário Camboriú, os pedaços ocupam o espaço de difícil acesso para banhistas. O clube contratou uma empresa para fazer o recolhimento dos pedaços.
Lucas Batista de Araújo, sócio do Dejour Clube, explica que, inicialmente, a preocupação foi juntar pessoas e contratar equipes que pudessem ajudar no recolhimento dos materiais, “para que a gente pudesse fazer o melhor serviço possível”. Os primeiros locais que passaram pela limpeza foram as costas e praias. Agora, as equipes fazem a separação do material, que é todo reciclável, “dando o destino correto”.
Mesmo com a empresa já contratada, ambientalistas pressionam a empresa para agilizar a retirada dos resíduos, além de garantir que sejam recolhidos da forma correta. Com o uso de lanchas, o Instituto Anjos do Mar também auxilia na remoção dos pedaços da estrutura, com o uso de lanchas. Conforme explica o coordenador do projeto, Marcelo Ulysséa, partes da estrutura já foram localizados até em São Francisco do Sul.
Recolhimento do material tem apoio de instituições como o Anjos do Mar – Foto: Instituto Anjos do Mar/Divulgação/NDPreocupação com o microlixo
A oceanógrafa Daniela Occhialini explica que resíduos como este, de plástico, podem resultar no chamado microlixo, ou seja, um resíduo formado de pequenas partículas e que podem levar até 400 anos para se degradar. Essas partículas podem ser confundidas por animais como alimento. “Isso entra na cadeia trófica e vai causar um dano muito grande”, finaliza.