Moradores, ambientalistas e estudantes se reuniram nesta quinta-feira (4) para reivindicar a recuperação ambiental da Lagoa da Conceição, na ilha de Santa Catarina. A manifestação ocorre na Avenida das Rendeiras, no Centrinho da Lagoa.
Com a faixa ‘Nossa Lagoa Formosa Pede Socorro’, moradores se reuniram nesta quarta-feira – Foto: Leonardo Munhoz/NDCom faixas como ‘Essa Lagoa Formosa Pede Socorro’, os manifestantes exigem soluções para o desastre ambiental causado pelo rompimento da estrutura de tratamento de efluentes da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) no dia 25 de janeiro.
Equipes do IMA (Instituto do Meio Ambiente) e Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis) foram até o local nesta quarta-feira (3) e constataram que a água da Lagoa da Conceição está imprópria para banho em toda a sua extensão. Banhos, as atividades de lazer e o consumo de pescado são contraindicados.
SeguirO ato teve início ainda durante a manhã. Por volta das 12h30, os manifestantes continuavam concentrados. Eles participam da manifestação tanto na avenida como em barcos.
Para chamar a atenção dos transeuntes, eles interromperam o trânsito momentaneamente na via. A manifestação é acompanhada pela Polícia Militar.
Desde o rompimento da estrutura de tratamento, os moradores tem denunciado repetidas vezes a coloração escura da água e o mau cheiro no local. Além do prejuízo ambiental, o desastre também deixou moradores desabrigados.
‘Maré Marrom’
Pesquisadores do projeto ‘Ecoando Responsabilidade’ da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) também monitoram o afloramento de microalgas que produzem substâncias tóxicas.
Conforme Leonardo Rorig Espanha, que faz parte do projeto, a água está imprópria na Lagoa da Conceição devido ao fenômeno da ‘maré marrom’, ocasionado pelo crescimento excessivo de uma alga microscópica e que forma essa coloração na água.
“O problema é que essa alga produz toxicinas e um muco, um material grudento, que pode congestionar as brânquias dos peixes, causando mortalidade. Eventualmente pode ser nocivo ao ser humano e trazer problemas neurológicos, pois produz neurotoxinas” afirma o pesquisador.