A “fuga de tartarugas” do lago do Museu de Arte de Joinville (MAJ), no Norte do estado, rendeu uma mudança de endereço para os animais. Em fevereiro deste ano, as tartarugas foram encontrados na rua, onde poderiam se machucar ou causar acidentes. Após cobrança do Ministério Público, elas foram retiradas do lago e transferidas pela a Secretaria de Meio Ambiente (Sama).
Espécie não é do Brasil – Foto: Sergio Cerrato italia/PixabayA partir de agora, as 14 tartarugas-de-orelha-vermelha passam a ser residentes do Zoobotânico de Joinville. O Ministério Público afirma que acompanhou todo o trabalho da Sama para garantir o cumprimento das solicitações.
Durante o período de transferência, as tartarugas passaram por atendimento veterinário, tratamento para adequar a alimentação, controle populacional, microchipagem e, por fim, a transferência.
SeguirTambém foi realizada uma investigação estudo para checar se era possível a permanência delas em Joinville. Isso porque as tartarugas-de-orelha-vermelha é uma espécie exótica invasora no Brasil. De acordo com a prefeitura, os animais não foram colocados no local pelo município. Pessoas que visitam o MAJ, aliás, dizem que as tartarugas foram abandonadas no lago.
Na época em que o caso ganhou repercussão, chegou-se a cogitar cercar o lago do MAJ para evitar que as tartarugas voltassem a fugir, mas a ideia logo foi descartada.
No domingo (5/12) o convite é para os joinvilenses conferirem a feira Jardim Criativo no entorno do Museu de Arte de Joinville (MAJ) – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação NDCom a transferência dos animais para o Zoobotânico e o cumprimento de todas as solicitações, o procedimento do Ministério Público foi arquivado.
Fuga das tartarugas
A situação teve início quando uma moradora da cidade passava perto do Museu de Arte de Joinville e se deparou com uma tartaruga andando em direção à rua XV de Novembro, na região central.
Preocupada com a possibilidade de o réptil ser atropelado, ela o acolheu e o levou até a Praça dos Suíços, onde funcionários que cuidam do local informaram que a “fuga das tartarugas” é comum, já que elas saem para procurar comida ou para botar seus ovos.
O Ministério Público passou a acompanhar o caso para garantir a segurança dos animais que, agora, foram transferidos para o zoobotânico.