O IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) passa a realizar nesta semana duas coletas de água semanais em 82 pontos de balneabilidade distribuídos em nove cidades do Estado. Neste período do ano, normalmente, é realizada apenas uma análise por semana.
A ampliação das coletas permanece até até 31 de março – período chamado de alta temporada – de segunda a quinta-feira. O objetivo é “traduzir uma situação mais real da praia analisada”, segundo o órgão.
Guarda-vidas colocando adesivo de praia imprópria – Foto: Leo Munhoz/NDPontos de balneabilidades em praias das seguintes cidades terão reforço na análise: Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas, Navegantes, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, Itapema e Itajaí. Todas elas registraram surtos de diarreia, provocados pelo norovíus.
Seguir“Em Balneário Camboriú, são os 10 pontos da praia central [que passam a ter duas análises]. Em Florianópolis, somente os pontos referentes a Ingleses, Canasvieiras e Jurerê. Nos demais municípios, são os pontos já monitorados”, informa o IMA.
O órgão ressalta ainda que o método de análise permanece o mesmo, mudando apenas a frequência. A presidente do IMA, Sheila Meirelles, reforça que a ampliação se dá em função do aumento do número de casos de doenças de transmissão hídrica e alimentar.
Termo de compromisso
O aumento nas análises é fruto de Termo de Cooperação entre órgãos estaduais, assinado pelo governador Jorginho Mello (PL) nesta terça-feira (24). Além do IMA, participam do esforço a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), O CBMSC ( Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) e a Secretaria Estadual de Saúde.
“O Termo de Cooperação também prevê a participação do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina), que realizará a pesquisa de carga viral em alguns pontos sensíveis.
Meirelles reforça que o Instituto segue os critérios da Resolução Conama nº 274/2000, que regulamenta os procedimentos de controle de balneabilidade e exige análises sistêmicas para a mudança do status de qualidade da água.
“O aumento da frequência do monitoramento da balneabilidade, principalmente nas praias urbanas, refletirá melhor as condições ambientais dos pontos amostrados, servindo de apoio para as ações de melhoria de saneamento, demonstrando quais são realmente efetivas”, explica Sheila.