As 2 cidades do litoral brasileiro que podem ser varridas do mapa com o aumento do nível do mar

Mesmo que toda a humanidade se readequasse e zerasse a emissão de gases do efeito estufa a partir de hoje, o nível do mar continuaria a subir

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) elencou duas cidades brasileiras que podem ser atingidas pela elevação dos níveis do mar: o Rio de Janeiro e Atafona, distrito de São João da Barra (RJ).

Praia com ondas do marAumento do nível do mar ameaças cidades brasileiras – Foto: PMI/Divulgação

Segundo o relatório, o nível do mar subiu 13 centímetros entre 1993 e 2023, nas duas cidades e a tendência é que piore ainda mais.

Caso o aquecimento do planeta continue subindo, as projeções indicam que o mar suba mais 21 cm até 2050.

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Mesmo que toda a humanidade se readequasse e zerasse a emissão de gases do efeito estufa a partir de hoje, a temperatura dos oceanos continuaria a subir em decorrência das emissões do passado.

Conforme relatório mais recente do IPCC (Painel do Clima da ONU), as emissões feitas até 2016 já são suficientes para elevar o nível dos mares em até 1,1 metro até 2030, em todo o mundo.

Geleira, que ameaça nível do marAumento do nível do mar está associado ao derretimento de geleiras – Foto: Divulgação/Nasa/ND

Como impedir o aumento do nível do mar?

Impedir o aumento do nível do mar requer um esforço global e nacional, focado na mitigação do aquecimento global, adaptação das zonas costeiras e proteção de ecossistemas naturais.

O Brasil, com uma extensa linha costeira e ricas florestas tropicais, pode promover algumas políticas públicas para impedir esse avanço, entre elas:

  • Restaurar manguezais e recifes de corais, que atuam como barreiras naturais contra o aumento do nível do mar e a erosão costeira;
  • Proteger dunas e praias contra a urbanização desordenada;
  • Transição para energias renováveis (solar, eólica, hidrelétrica);
  • Incentivar o uso de veículos elétricos ou de transporte público;
  • Impedir a construção em áreas vulneráveis à erosão e à inundação costeira;
  • Combater o desmatamento de florestas e biomas, como a Amazônia, Pantanal e Cerrado.

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