Bairro de Florianópolis recebe ação para conter o avanço da dengue

Sendo atualmente o sétimo ponto com maior número de focos de dengue na Capital, os Ingleses contam com uma força-tarefa auxiliando a população local a evitar que a doença se prolifere na cidade

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Redação ND Florianópolis

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O bairro Ingleses, em Florianópolis, é atualmente o sétimo local com maior número de focos do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, na Capital.

Por conta disso, foi iniciada nesta segunda-feira (11), uma ação de varredura, por meio da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Centro de Controle de Zoonoses, para conter a proliferação da doença.

Força-tarefa no combate contra a dengue teve início no bairro Ingleses – Foto: PMF/Divulgação/NDForça-tarefa no combate contra a dengue teve início no bairro Ingleses – Foto: PMF/Divulgação/ND

Todo o bairro do Norte da Ilha será monitorado pelas equipes técnicas, que irão realizar um mutirão de orientação voltado para a população local sobre as ações que devem ser feitas para combater o avanço do mosquito e de novos casos de dengue.

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Focos de Aedes aegypti encontrados – Foto: PMF/Divulgação/NDFocos de Aedes aegypti encontrados – Foto: PMF/Divulgação/ND

Além desta ação, a administração municipal reforça que outras medidas já foram – e estão – sendo tomadas desde o início do ano para conter a disseminação da doença.

Além da força-tarefa em Ingleses, varreduras nos bairros Capivari e Santinho também estão sendo feitas. Somente nesta segunda (11), 18 novos focos do Aedes aegypti foram encontrados.

Até o momento, o Centro, o Rio Vermelho, Capoeiras, Itacorubi e Canasvieiras continuam sendo os bairros da Capital com o maior número de focos do mosquito da dengue, seguidos de perto por Capivari e Ingleses.

A dengue

A dengue é uma doença infecciosa, que pode causar febre alta, dor de cabeça e no fundo dos olhos, além de manchas avermelhadas no corpo, entre outros sintomas. A melhor forma de contê-la é eliminar ou alterar (furar, vedar, emborcar) qualquer depósito que armazene água parada.

Focos de água parada devem ser contidos para evitar a disseminação da doença – Foto: PMF/Divulgação/NDFocos de água parada devem ser contidos para evitar a disseminação da doença – Foto: PMF/Divulgação/ND

Além da dengue, o Aedes aegypti é transmissor da zika e da chikungunya. Seu ciclo de vida é dividido em quatro etapas: ovo, larva, pupa (estágio intermediário entre a larva e o adulto) e adulto. A fêmea do mosquito deposita seus ovos nas bordas dos recipientes com água limpa ou parcialmente limpa e parada.

Dentro de horas e até dois dias após o contato com a água, os ovos viram larvas e dias depois chegam na fase da pupa. Esse ciclo dura cerca de 48 horas e, ao término, se transformam em mosquitos adultos.

Ações contra a dengue em Florianópolis

Com o início da primavera em setembro, dias mais quentes e chuvosos em todo o país são propícios para a proliferação da dengue. Para prevenir isso, a PMF (Prefeitura de Florianópolis) vem se antecipando e tem intensificado a fiscalização e ações preventivas nos bairros.

Ações de varreduras já foram feitas na Costa da Lagoa, no começo do último mês. Segundo a PMF, todos os bairros da Capital serão atendidos até o final do ano.

Visitas domiciliares de rotina em bairros infestados e não, aplicação de inseticidas, monitoramento de pontos estratégicos e armadilhas e atendimento de denúncias, conforme informa a Secretaria Municipal de Saúde.

Toda atenção é necessária na hora de detectar novos focos da doença – Foto: PMF/Divulgação/NDToda atenção é necessária na hora de detectar novos focos da doença – Foto: PMF/Divulgação/ND

A administração municipal reforça ainda a importância de a população continuar com todos os cuidados necessários para prevenir o avanço do mosquito da dengue pela cidade.

Cuidados básicos

Alguns cuidados básicos como não cultivar bromélias, e substituí-las por outras plantas que não acumulam água, telar caixas d’água e ralos, tratar piscinas e fontes, preencher pratos de vasos com areia até a borda, são algumas medidas preventivas, conforme informa o Centro de Controle de Zoonoses.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo.

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