Bebê de apenas 1 ano morre dentro de carro durante onda de calor na Austrália

Criança chegou a ser socorrida, mas morreu ainda no veículo; calor elevou os termômetros acima de 33ºC no país e caso traz alerta para ondas cada vez mais 'intensas e duradouras', diz ONU

Daniela Ceccon Florianópolis

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Um bebê de apenas 1 ano foi encontrado morto dentro de um carro, na Austrália, durante uma forte onda de calor que colocou o país em alerta. A tragédia aconteceu na tarde desta terça-feira (22), na cidade de Fitzoy Crossing, norte australiano. As autoridades locais investigam o caso.

No momento da morte, os termômetros na cidade estavam acima de 33ºC – Foto: Getty Images/iStockphoto/NDNo momento da morte, os termômetros na cidade estavam acima de 33ºC – Foto: Getty Images/iStockphoto/ND

No momento da morte, os termômetros na cidade estavam acima de 33ºC. Populares que viram a cena levaram a criança imediatamente para o hospital da cidade, que ficava a menos de 200 metros do local. Mesmo assim, não foi possível reanimar o bebê. As informações são do Portal R7.

Ninguém foi acusado na sequência do incidente, mas a polícia australiana segue com as investigações.

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Ondas de calor devem ser frequentes

Mesmo durante o inverno australiano, o calor assustou os moradores. Segundo especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas), esse tipo de “onda” de temperaturas mais altas, independentemente da estação do ano, serão mais intensas e duradouras.

De acordo com agência de notícias AFP, ondas de calor, como a que atualmente sufocam a Europa e outras regiões do planeta, devem seguir aumentando, até o ponto de se converterem em um fenômeno permanente devido à mudança climática.

John Nairn, especialista em calor extremo da OMM (Organização Meteorológica Mundial), ligada à ONU, afirma que o fenômeno que atinge o hemisfério Norte, principalmente, acontece pela estagnação das massas de ar, esquentando a atmosfera.

“Isso é a consequência do aquecimento global que vemos aparecer muito rapidamente nos sistemas meteorológicos. As pessoas estão muito relaxadas diante dos sinais. A ciência advertiu que chegaria a esse ponto. E não para por aqui. Será mais intenso e mais frequente”, acrescentou Nairn.

Cidade de Lahaina, no Maui, foi reduzida às cinzas após incêndio; fenômeno foi resultado da forte onda de calor que assola a região – Foto: Justin Sullivan/AFP/Reprodução/NDCidade de Lahaina, no Maui, foi reduzida às cinzas após incêndio; fenômeno foi resultado da forte onda de calor que assola a região – Foto: Justin Sullivan/AFP/Reprodução/ND

O especialista destaca que a preocupação é maior, principalmente, em regiões como a América do Sul, que alcançou recordes de calor nas últimas semanas, com temperaturas de até 40ºC em pleno inverno.

“Infelizmente, tudo indica que ondas de calor graves e extremas possam passar a ocorrer a qualquer momento (do ano) antes do final do século”, finaliza.

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