Governo de SC se compromete a reduzir pela metade as emissões de carbono até 2030

Na COP26, governador Carlos Moisés fez ainda uma declaração aderindo à aliança pela ação climática

Redação ND Florianópolis

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O governador Carlos Moisés (sem partido) está na Escócia, onde participa da COP26, conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas. Nessa segunda-feira (8), Moisés disse que o Estado se compromete a reduzir pela metade as emissões de carbono até 2030 e atingir a neutralidade até 2050.

Carlos Moisés em seu primeiro dia na COP26, em Glasgow – Foto: Peterson Paul/SecomCarlos Moisés em seu primeiro dia na COP26, em Glasgow – Foto: Peterson Paul/Secom

Na tarde desta terça-feira (9), ele participa do evento “Governadores pelo Clima: estados brasileiros liderando a implementação da NDC”.

A sigla NDC significa Contribuição Nacionalmente Determinada e remete ao compromisso voluntário, já assumido por diversos países signatários do Acordo de Paris, para colaborar com a meta global de redução de emissões de gases do efeito estufa.

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Durante o encontro serão destacados desafios e oportunidades para possíveis parcerias que possam acelerar a transição para a neutralidade de carbono no Brasil, com foco no desenvolvimento verde.

Na COP26, Santa Catarina tem como um dos focos o debate sobre a transição energética para fontes menos poluentes. O Estado possui uma usina termelétrica que movimenta, anualmente, cerca de R$ 6 bilhões na economia.

Primeiro dia na COP26

Em seu primeiro dia na COP26, o governador se encontrou com ministros de estado e líderes de governo. Participou, também, de um workshop sobre a importância da transparência para a produção agrícola livre de desmatamento.

Não previsto na agenda oficial, Moisés fez ainda uma declaração aderindo à aliança pela ação climática, uma iniciativa que reúne mai de seis mil governos federais e locais de diferentes países.

“Viemos aqui para reafirmar nosso compromisso em descarbonizar o Estado; a emissão de gases que provocam efeito estuda. Ao mesmo tempo, manter a nossa cobertura vegetal e até ampliá-la. Buscar também novas tecnologias e soluções para que a gente possa prever o que vai acontecer no futuro, visando um meio ambiente mais sustentável e equilibrado, com responsabilidade, para as futuras gerações”, afirmou Moisés.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), deputado Ivan Naatz, também acompanha a comitiva catarinense na COP26.

“O que se colhe aqui é que os países ricos estão se comprometendo a investir grandes quantidades na produção de energia sustentável e novas tecnologias capazes de diminuir o efeito estufa, que é o grande debate da COP26”, disse Naatz.

Agenda de terça-feira

Pela manhã, Moisés representou Santa Catarina em um painel com outros governadores para falar do papel dos Estados para contribuir com a meta nacional de redução da emissão dos gases estufa.

O governador o deputado estadual Fabiano da Luz (PT) também tiveram um encontro com o presidente do parlamento europeu, David Sassoli, sobre um acordo de cooperação para troca de experiências para atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas).

SC no centro da COP26

Há um assunto que coloca Santa Catarina em posição central nos debates na COP26: o pacto global pelo fim da exploração do carvão mineral para produção de energia elétrica.

O presidente da COP26, Alok Sharma, disse no dia 4 de novembro que 77 países assinaram um acordo de transição do carvão para energias limpas.

No Estado, o setor movimenta R$ 6 bilhões por ano na economia e responde por pelo menos 20 mil empregos diretos e indiretos em municípios das regiões de Criciúma e Tubarão, no Sul. Aquele que já foi o Ouro Negro catarinense, hoje é o vilão global.